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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

10/03/2017 10:39

Altos custos e falta de investimentos fecham 200 lojas na região central

Ricardo Campos Jr.
Vários imóveis fechados na Rua Dom Aquino quase esquina com a 14 de Julho (Foto: André Bittar)Vários imóveis fechados na Rua Dom Aquino quase esquina com a 14 de Julho (Foto: André Bittar)
Empresário diz ter sentido queda na quantidade de clientes que aliada aos custos de manutenção deixam empreendimento à beira do inviável (Foto: André Bittar)Empresário diz ter sentido queda na quantidade de clientes que aliada aos custos de manutenção deixam empreendimento à beira do inviável (Foto: André Bittar)

A falta de investimentos e infraestrutura não tem afastado somente os clientes do Centro de Campo Grande. Levantamento da Associação Comercial e Industrial da Capital identificou 200 estabelecimentos fechados no quadrilátero formado pelas avenidas Mato Grosso, Calógeras, Fernando Corrêa da Costa e Rua Rui Barbosa.

O número, conforme a entidade, pode ser ainda maior, já que a pesquisa não levou em consideração os espaços vazios dentro das galerias, como a Dona Neta, por exemplo.

A Calógeras apresenta maior quantidade de prédios vagos: 27 ao todo. Em segundo lugar ficou a 14 de Julho, que normalmente apresenta maior movimento de pessoas na região. A Rui Barbosa tem 23 espaços vagos e a 13 de Maio, 19.

Para a Associação Comercial, o cenário é reflexo da demora no projeto de revitalização, prometido há várias gestões. A falta de investimentos aliada aos custos altos de aluguéis, elevada carga tributária e queda no poder de compra contribuem para o fechamento de empresas.

Dados mais recentes da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul) apontam que o número de estabelecimentos que encerraram as atividades em 2016 foi 21% maior em relação ao ano anterior, quando 2.670 fecharam as portas, 245 somente no mês de novembro.

Irineu Alves Querubim, 54 anos, tem uma loja de tecidos na Rua 14 de Julho há 17 anos, mas há algum tempo vem notando uma série de dificuldades que aos poucos se tornam empecilhos à continuidade do empreendimento.

“Deu uma queda muito grande já há uns três anos. Não sei explicar o que está ocorrendo. Estou sentindo os impostos muito caros, nós não estamos aguentando. Não estamos achando uma saída. Juntam os aluguéis e encargos, está muito difícil”, afirma.

Irineu acredita que entre os problemas na região estão as vagas de estacionamento, já que encontrar um espaço na rua é extremamente difícil nos horários de pico e as empresas particulares cobram valores altos. Além disso, incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura urbana também seriam bem vindos para ajudar a resolver o problema.

“Está difícil, muito difícil. Nós procuramos vários meios para atrair a clientela, mas não estamos encontrando. Estou procurando uma saída”

Loja fechada na Rua 14 de Julho (Foto: André Bittar)Loja fechada na Rua 14 de Julho (Foto: André Bittar)
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