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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/10/2013 14:31

André vê com bons olhos novo modelo de concessão ferroviária

Zemil Rocha
André participando de Fórum Estadão em São Paulo (Foto: Rachid Wakek)André participando de Fórum Estadão em São Paulo (Foto: Rachid Wakek)

O governador André Puccinelli elogiou a proposta do governo federal de mudar o sistema de licitação para as novas ferrovias. “Esse novo regime tanto na licitação para outorga quanto na operação das ferrovias poderia operacionalizar melhor, para que não haja a reserva de mercado. Na teoria, é muito bom, precisa-se que vingue na prática, porque quantidade de carga nós temos no Brasil inteiro”, afirmou Puccinelli nesta quarta-feira (9), durante o Fórum Estadão Regiões, em São Paulo (SP).

No novo modelo do governo, a intenção é expandir a capacidade de transporte da malha ferroviária nacional, resgatar a ferrovia como alternativa logística e reduzir fretes. Para isto, desenvolveu-se uma proposta de exploração capaz de propiciar amplo acesso à malha ferroviária, de forma que diversos setores da economia possam usufruir da infraestrutura ferroviária.

Em linhas gerais, o programa estabelece diretrizes, visando restabelecer o planejamento integrado dos transportes, de forma a implantar uma rede de infraestrutura de transporte moderna e eficiente, capaz de prover maior competitividade ao país, bem como fomentar o desenvolvimento econômico e social.

Na avaliação do editor de Economia do Estadão e mediador do painel, Cley Scholz, a nova proposta mudaria o sistema que não vem dando certo e que gerou o sucateamento das ferrovias, porque em muitos casos a estrutura férrea ficou nas mãos dos mesmos grupos que são os usuários da ferrovia, os donos das cargas.

De olho na malha de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli defendeu a importância primordial da ferrovia para o desenvolvimento do Centro-Oeste, apontando que a plena operação desse modal fica assegurada a viabilidade diante da grande produção a ser transportada. “Uma ferrovia envolve vultosos recursos. Ela só se viabiliza com grande investimento e com a garantia de carga para ser transportada. Em Mato Grosso do Sul pode-se ferrovia de bitola larga [de maior capacidade], que terá carga”, apontou.

Durante o debate do fórum, André lembrou que o Estado é grande produtor de minério na região Oeste e tem um grande polo de celulose no Bolsão, a nordeste do Estado, além e uma siderúrgica nova que começa a produzir aços longos, e outras grandes indústrias em construção, como a de fertilizantes da Petrobras, em Três Lagoas. “Sempre defendemos a inclusão das ferrovias no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Temos agora a Norte-Sul em execução e a Ferroeste no PAC. São projetos estratégicos que sempre dissemos ser importantes”, afirmou.

 

 



Alem disso é preciso com urgência tomar medidas para aumentar a velocidade dos trens. Melhora da qualidade dos trilhos, instalação de luzes de advertência ou cancelas nos cruzamentos, e cercas (se necessário eletrificadas) para impedir o acesso aos trilhos em areas urbanas. O objetivo deve ser que trens podem circular seguramente a 80 km/h, pelo menos. Só assim que sera possivel oferecer alternativa logistica para grandes volumes de carga, o que devera baratear o custo dos produtos Brasileiros, inclusive la fora.
 
Marcos da Silva em 09/10/2013 17:07:12
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