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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/01/2012 16:02

Após dois anos seguidos de queda, inadimplência do consumidor registra alta

Daniel Lima, da Agência Brasil

Números divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que, após dois anos seguidos de queda, a inadimplência do consumidor em 2011 fechou em alta de 5,34%. Foram usados na comparação dados das consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil).

O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, avaliou que a inadimplência mais alta em 2011 tem relação com a instabilidade econômica internacional e as consequências sobre a economia doméstica, com a perda da confiança de consumidores e empresários.

Influenciaram ainda as sucessivas elevações das taxas de juros no início da ano, com o encarecimento do crédito para as famílias e a redução de financiamento de longo prazo. Em relação a 2012, a expectativa que haja redução na taxa de inadimplência. “Esperamos que ela vá desacelerar durante o ano de 2012, chegando ao final do ano, com 2,5%”, destacou.

Os números mostram também que as vendas de dezembro, no varejo, cresceram 2,42% em comparação a novembro, mas apesar do resultado positivo ficaram aquém da expectativa da CNDL, que esperava 8% de aumento. Segundo Roque Pellizzaro Junior, o resultado abaixo do esperado se deve muito ao processo inflacionário e ao fato de as pessoas destinarem o décimo terceiro ao pagamento de dívidas e não ao consumo.

Outro fator, segundo ele, é que as pessoas esperaram as liquidações dos produtos da chamada linha branca (fogões e geladeiras, por exemplo) e não fizeram as compras desses produtos antecipadamente.

Para ele, o cenário das vendas deve mudar a partir de fevereiro, quando parte dos trabalhadores começará a receber o salário-mínimo referente a dezembro de 2012. “Fevereiro será de melhora de cenário em virtude do dinheiro novo que está para entrar na economia, refente ao aumento do salário mínimo e que virá 100% para o consumo ou para o pagamento de dívidas em virtude do perfil das pessoas que recebe esse montante”, destacou. Em fevereiro, estão programadas ainda as liquidações de calçados e vestuário, que deverão, na avaliação de Pellizaro, dar bom resultado com o salário mínimo também em circulação.

O presidente da CNDL espera em 2012 um crescimento de 4,5% nas vendas a prazo, fazendo do comércio “a locomotiva que irá puxar a recuperação da economia brasileira”.



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