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Economia

Arauco compra vagões ferroviários por R$ 770 milhões para escoar celulose em MS

Contrato prevê entrega entre 2026 e 2027 e está ligado à nova fábrica em Inocência

Por Ângela Kempfer | 06/01/2026 13:28
Arauco compra vagões ferroviários por R$ 770 milhões para escoar celulose em MS
Um dos vagões fabricados pela Randoncorp no Brasil (Foto: Divulgação)

A Arauco Porto Brasil firmou um contrato estimado em R$ 770 milhões para a compra de vagões ferroviários que serão usados no escoamento da produção de celulose da nova fábrica em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Os equipamentos serão fornecidos pela Randoncorp, com participação operacional da Rumo.

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A Arauco Porto Brasil investirá R$ 770 milhões na aquisição de vagões ferroviários da Randoncorp para escoar a produção de celulose da nova fábrica em Inocência, Mato Grosso do Sul. A operação contará com a participação da Rumo, com entregas programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O projeto inclui a construção de um ramal ferroviário de 48 quilômetros, que conectará a unidade industrial à Malha Norte, com investimento total de US$ 4,6 bilhões. A ANTT autorizou a exploração por 99 anos, com expectativa de escoamento anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, o acordo prevê o fornecimento de um volume considerado relevante de vagões, com fabricação e entrega programadas entre maio de 2026 e novembro de 2027. O número exato de unidades não foi informado.

O contrato envolve a Arauco e conta com a interveniência das operadoras Rumo Malha Norte e Rumo Malha Paulista, responsáveis pela operação ferroviária que atenderá o empreendimento.

A compra dos vagões está diretamente ligada à implantação da nova fábrica de celulose da Arauco em Inocência, projeto que recebe investimento estimado em US$ 4,6 bilhões. Em novembro, a empresa obteve licença prévia para a construção do ramal ferroviário que conectará a unidade industrial à Malha Norte.

A autorização ambiental foi concedida pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e é válida até novembro de 2029. O projeto prevê a implantação de 48 quilômetros de trilhos, além de uma ponte de 269 metros e dois viadutos.

Em abril, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a construção e a exploração do ramal ferroviário por um período de 99 anos. A expectativa é de escoamento anual de até 3,5 milhões de toneladas de celulose.

A licença ambiental impõe medidas de mitigação, como dispositivos para reduzir atropelamentos de fauna, monitoramento periódico de animais silvestres e recomposição das áreas impactadas pela obra.