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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

31/01/2014 19:52

Carne aumenta até 19,9% e triplica movimento em dias de promoções

Lidiane Kober e Filipe Prado
Deolinda não se incomoda de ficar na fila para comprar carne mais barata (Foto: Marcos Ermínio) Deolinda não se incomoda de ficar na fila para comprar carne mais barata (Foto: Marcos Ermínio)

Em um ano, o preço da carne bovina aumentou até 19,92% em Campo Grande e os consumidores passaram a lotar supermercados em dias de promoções. Em alguns estabelecimentos, o movimento chega a triplicar nas datas de carne mais barata.

“A maioria dos clientes vem na sexta da carne para comprar e o nosso atendimento triplica neste dia. É fila toda a hora”, disse a Elaine Oliveira, gerente do supermercado Pires, da Avenida Júlio de Castilho.

É o caso da aposentada, Deolinda Ferreira, 65 anos. Ela percebeu o aumento e compra o alimento para a semana toda só nos dias de promoção. Hoje, por exemplo, estava na fila à espera do atendimento no açougue do supermercado Pires.

Autônomo, Luiz Izabel da Silva, 52 anos, também sentiu no bolso o reajuste. “Então aproveito as promoções”, comentou. Humberto Lacerda Junior, 32, é outro que percebeu a elevação de preço. Para minimizar os efeitos, ele sempre coloca o frango no meio da compra. “Está mais em conta do que a carne de boi”, explicou.

No Açougue Butique da Carne NP, o movimento também aumenta em dias de promoções e no final de semana. “O fluxo é maior nos finais de semana, pois é quando o pessoal faz churrasco. Mas, quem compra nestes dias, tem uma situação financeira melhor. Quem não tem dinheiro compra carne mais barata ou compra na promoção”, analisou o gerente Rubens Pinheiro, 64 anos.

Dados – De acordo com levantamento do IPC/CG (Instituto de Preços ao Consumidor de Campo Grande), coordenado pela Universidade Anhanguera/Uniderp, o corte que apresentou maior elevação, de janeiro de 2013 a janeiro de 2014, foi o lagarto. Em média, o quilo custava R$ 14,21 e, agora, vale R$ 17,04, aumento de 19,92%.

O pedaço de peito apresentou reajuste de 18,33%, saindo de R$ 9,93 para R$ 11,75. O quilo da costela ripa, custava R$ 6,59, no início do ano passado, e, agora, R$ 7,50, aumento de 13,81%. O preço do patinho elevou 12,04%, de R$ 14,87 para R$ 16,66, enquanto o quilo do músculo passou de R$ 9,63 para R$ 10,61.

A alcatra apresentou aumento de 9,99%, de R$ 17,91 para R$ 19,70, e o pedaço de contra-filé, de R$ 18,61 para R$ 20,09. Por outro lado, o valor do quilo de fígado caiu 10,41%, de R$ 7,88 para R$ 7,06. Apreciada por muitos, a picanha apresentou reajuste de 1,42%. Em média, o corte custa R$ 27,93 na Capital.

Fonte: Anhanguera/UniderpFonte: Anhanguera/Uniderp


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