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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

05/01/2011 16:01

Cesta básica cai em dezembro, mas aumento no ano supera 19% em MS

Marcio Breda

O custo da cesta básica alimentar em Campo Grande registrou queda de 1,20% em dezembro comparada ao mês anterior, de acordo com pesquisa divulgada hoje (5) pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac). O preço ao consumidor caiu de R$ 241,82, para R$ 238,93.

Porém, apesar da queda, a cesta básica alimentar acumula aumentos. Nos últimos seis meses o preço subiu 5,35%. Durante os últimos 12 meses o aumento é ainda maior: 19,54%.

Dos 15 produtos que compõem a cesta básica, oito registraram queda no mês passado. Os destaques ficam com a batata, com redução de 14,29%, feijão, que caiu 6,82% e a carne, que contou com decréscimo de 3,33%. O sal registrou queda de 2,44%; o arroz, 2,31%; a laranja, 2,04% e o alface, 1,82%. O leite teve leve redução de 0,55%.

Já os produtos que acusaram alta de preço foram o açúcar cristal, com aumento de 8,68%, a banana, com 8,61% e o óleo, que teve alta de 7,75%. Também foram reajustados a margarina, com 4,25%, o macarrão, em 3,80%, o pão, em 3,36% e o tomate, que teve o preço acrescido em 2,56%.

Bons fatores climáticos elevaram a colheita da batata, que teve mais oferta no mercado e preço reduzido. O mesmo aconteceu com o feijão, que com o período de safra teve mais oferta e registrou 6,82% de redução do preço, de acordo com a Semac.

Já as usinas, que estão finalizando a moagem da cana-de-açúcar e entrando em férias coletivas, produziram menos açúcar. O resultado no bolso do consumidor é reflexo da menor oferta do produto que eleva suas cotações no mercado internacional aumentando seu preço também no mercado interno.

A pesquisa mensal da Semac constatou que em dezembro o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 510 comprometeu 46,85% do seu salário em dezembro de 2010 para aquisição da cesta alimentar, restando R$ 271,07 para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer, entre outros.

Para adquirir a cesta básica, o trabalhador precisou despender 103 horas e quatro minutos da jornada de trabalho mensal de 220 horas. No levantamento anterior, em novembro de 2010, eram necessárias 104 horas e 19 minutos.



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