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Economia

Com 450 funcionários em MS, HSBC anuncia fim de suas atividades no País

Priscilla Peres | 09/06/2015 10:25
Ainda não há data oficial para o encerramento das operações do banco no Brasil. (Foto: Marcelo Calazans)
Ainda não há data oficial para o encerramento das operações do banco no Brasil. (Foto: Marcelo Calazans)

O banco HSBC anunciou hoje que vai encerrar suas atividades no Brasil, com o objetivo de retomar seu crescimento nos próximos anos. Em Mato Grosso do Sul, a instituição emprega cerca de 450 funcionários e administra contas importantes, como a folha de pagamento da prefeitura de Campo Grande.

Ainda não há confirmação sobre o dia de fechamento das atividades do banco, mas o sindicato dos trabalhadores já está em contato com o prefeito Gilmar Olarte (PP), para auxiliar na transição. O HSBC negocia com o Bradesco, Santander e Itaú a venda de seu patrimônio no Brasil e quem comprar, consequentemente assume as responsabilidades.

Dessa forma, se o HSBC for comprado pelo Bradesco, por exemplo, todos os 17,8 mil servidores de Campo Grande, passam a ser clientes Bradesco. Se uma das partes rescindir contrato antes da data prevista, terá de arcar com multa, e é isso que o sindicato tenta impedir.

"Estamos articulando uma reunião com o prefeito para que ele não quebre contrato com o HSBC, pois isso geraria um prejuízo muito grande para o banco que vai assumir e os trabalhadores. A gente estima que pelo menos, quatro agências serão fechadas, caso isso ocorra", explica o diretor do sindicato, José dos Santos Brito Filho.

O banco que comprar irá assumir todos os 450 funcionários do estado e o objetivo do sindicato é tentar impedir que hajam muitas demissões. "Queremos o menor impacto possível para os funcionários, que já estão sofrendo com a insegurança em relação ao futuro", explica Brito.

Ainda de acordo com o diretor do sindicato dos bancários, há semanas os funcionários ouvem boatos de que ocorreria o fechamento, o que tem criado sentimento de insegurança. "O banco não conversa com o movimento sindical, não abre dialogo e gera uma situação tensa para os funcionários".

Venda - Dados divulgados por jornais nacionais afirmam que o mais provável comprador, seria o Bradesco, que inclusive pretende pagar à vista, até US$ 4 bilhões ao HSBC. A instituição também teria mais facilidade para integrar os ativos e obter aprovação do governo.

Para o sindicato dos trabalhadores em MS, a venda para um banco brasileiro é resultado de perda para os funcionários. "É muito mais vantajoso para nós e para os clientes, porque amplia as opções de banco e se afasta do monopólio", explica Brito.

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