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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

15/12/2011 09:14

Com déficit de mão-de-obra, construção civil importa trabalhadores

Aline dos Santos

A estimativa é faltam três mil profissionais para os novos empreendimentos

Mais da metade dos trabalhadores da obra foram contratados em outros estados. (Foto: Simão Nogueira)Mais da metade dos trabalhadores da obra foram contratados em outros estados. (Foto: Simão Nogueira)

Provocada pela falta de qualificação e preferência pela informalidade, a escassez de mão-de-obra na construção civil em Campo Grande obriga que empreendimentos importem trabalhadores de outros estados. A estimativa é que o déficit chegue a três mil profissionais na Capital.

Localizado na saída para Cuiabá, o shopping Bosque dos Ipês é erguido, em sua maioria, por mãos de cearenses, sergipanos e maranhenses. “Fiz anúncio em rádios, jornais, contratei seis carros de som para circular pelos bairros de Campo Grande e não apareceu ninguém”, conta o gerente de obras Paulo Medina sobre a saga em busca de trabalhadores.

Com atrativo de salários 40% acima do piso e carteira assinada, a procura por profissionais começou em julho. “Três meses depois, vi que não ia ter jeito [de fechar a equipe]. Teria que trazer pessoal de fora”, salienta Medina.

Para manter o cronograma, a empresa importou mão-de-obra e arca com aluguel de seis alojamentos e transporte dos empregados. “Os estudos para a implantação do shopping foram feitos em 2008, antes do boom imobiliário. Hoje, a parte de construção civil já ultrapassou os valores previstos no orçamento”, afirma o gerente.

Ainda há cem vagas em aberto para carpinteiros, ferreiros (armadores) e serventes. A exigência é ter experiência profissional comprovada na Carteira de Trabalho. O salário é de R$ 1.4 mil, enquanto o piso salarial é de R$ 900.

Atualmente, são 530 trabalhadores na obra, que será inaugurada em novembro. Do total, 220 são de Mato Grosso do Sul. O restante vem de fora do Estado, como o carpinteiro Wilson Lima dos Santos, de 29 anos.

Wilson veio do Sergipe. Lá a situação está difícil, não tem oportunidades de trabalho. (Foto: Simão Nogueira)Wilson veio do Sergipe. "Lá a situação está difícil, não tem oportunidades de trabalho". (Foto: Simão Nogueira)

"Vim do Sergipe. Lá a situação está difícil, não tem oportunidades de trabalho”, relata. Ele conta que, no começo, veio em companhia de outros 17 trabalhadores. “Agora, mais de 80 já vieram do Sergipe. O salário compensa”.

Enquanto na terra natal do carpinteiro faltam empregos, em Campo Grande há mais oferta do que demanda de trabalhadores no mercado formal da construção civil.

“Há muita construção acontecendo ao mesmo tempo e o trabalhador tem possibilidade de escolher para onde vai”, analisa a coordenadora estadual de intermediação de empregos da Funtrab (Fundacao Social do Trabalho), Elen Souza.

Ontem, a fundação oferecia 33 vagas para pedreiro, 13 para servente, 16 para carpinteiro, cinco para armador de ferro, dois para encarregado e quatro para eletricista predial.

Em seu banco de dados, a Funtrab tem cadastro de 115 armadores, 383 mestre de obras, 73 carpinteiros, 2.948 serventes e 1.366 pedreiros. Apesar de o numero de oportunidade de emprego ser bem inferior ao numero de trabalhadores cadastrados, as vagas permanecem em aberto.

“Na verdade a mão de obra qualificada, nós encaminhamos. As pessoas não comparecem na entrevista, escolhem para onde querem ir”, salienta a coordenadora.

Gerente de obras do shopping, Paulo contratou seis carros de som para anunciar vagas de emprego. (Foto: Simão Nogueira)Gerente de obras do shopping, Paulo contratou seis carros de som para anunciar vagas de emprego. (Foto: Simão Nogueira)

Informais – Os ganhos de trabalhar como autônomo também afastam os trabalhadores dos canteiros de obra com carteira assinada. “No mercado informal, ele ganha ate duas vezes mais. Mas precisa analisar que não tem décimo terceiro, férias, fundo de garantia, seguro em caso de acidente”, afirma Samuel Freitas, presidente da CGTB/MS (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e presidente licenciado do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil).

Outro entrave para obter o emprego é a falta de qualificação. Segundo Freitas, em 2009 foi realizado um curso para 800 trabalhadores em Campo Grande. “Mas não deu para atender nem 10% da demanda”, frisa. Ainda não há previsão de um novo curso.

Campo Grande tem registrado no mercado formal 20 mil trabalhadores na construção civil, sendo necessários outros três mil para atender o ritmo das novas obras.

Inesperado – A chegada de empreendimentos como shoppings e residenciais à Capital aumentou de forma rápida e em curto espaço de tempo o número de vagas no setor.

“De alguns anos para cá, a cidade começou a crescer de uma forma que não era esperada”, analisa Samuel Freitas. Até então, a construção civil passava por período de penúria. “Em 2003, tivemos o pior ano. Só seis mil trabalhadores tinham carteira assinada”, recorda Freitas.

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sei como e isso tenho uma firma de acabamentos ceramicos e nao e facil arrumar profissional qualificado nem para colocaçao nem para servente acho que deveriamos tentar fazer alguma coisa em relaçao a qualificaçao de profissionais como derepente pagarmos 3% amenos de imposto e aplicar em um curso dado pela empresa que esta contratando com direito de um certificado de conclusao de no minimo 6 mes
 
Radames dos santos domingos em 27/02/2012 08:15:48
sou mestre de obras, decorador de gesso, faço qualquer trabalho de gesso dentro de uma obra , inclusive casas toda de gesso pego a obra desde a fundação e entrego a chave na mão do proprietario.estou no ramo ha mais de 35 anos, sou apaixonado pelo que faço,meu trabalho mais recente foi fazer a maior faculdade de joão pessoa paraiba faculdade mauricio de nassau, que terminei no final de 2011
 
joel panhoce em 28/12/2011 01:10:30
bom dia eu acho muito iportante que voseis der oportunidade a outros trabalhor como aquele que procura pelo seu primeiro imprego afinldiconta eles precisa trabalho para sobreviver nao so e que tem esperiencia que precisa de emprego; eu porisenplo meu 1 emprego foi no campo nos canavias meu 2 emprego de ajudante de pedreiropor por dois meses fui pedreiro hojem enc. estou cursando mestre de obra
 
jose claudio das neves em 24/12/2011 11:50:51
Concordo que falta mão de obra qualificada,aliás em todos os setores falta,as empreiteiras buscam trabalhadores de outros estados e acabam explorando eles,outro dia a imprensa local divulgou uma matéria sobre a construção deste shopping que esta sendo construido na saida para Cuiaba,os trabalhadores não estavão satisfeitos,o ministério do trabalho deveria fiscalizar esse setor.
 
Amir Mendes Ortega em 16/12/2011 10:12:35
Esta faltando profissionais em todas as áreas, e também funcionários com responsabilidades, outro dia uma funcionaria disse que não foi trabalhar porque estava chovendo, já pensou se todos pensarem assim, o país ia parar quando chovesse.
 
Sandra Lucia Barbiris em 16/12/2011 01:35:50
FALTA PROFISSIONAIS CAPACITADOS ISSO SIM, ENTRE OS EMPREGADOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EXISTEM PEDREIROS PROFISSIONAIS NA CARTEIRA DE TRABALHO MAS QUE NÃO SABEM FAZER UMA MASSA, NÃO SABEM O QUE É TRAÇO DE 3 PARA 1, ENFIM, PRECISAMOS É DE ESPECIALIZAR OS PROFISSIONAIS QUE TEMOS.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 15/12/2011 11:53:07
NÃO É QUE FALTA MÃO DE OBRA, O QUE FALTA É MAIS DIVULGAÇÃO, QUE AS EMPREITEIRAS, PODEM SUB EMPREITAREM, E HOJE, COM A POSSIBILIDADE DOS MICROEMPREENDEDORES, AS MICROEMPRESAS, PODEM TERCERIZAREM, DE ACORDO COM O ANDAMENTO DAS OBRAS, ESTÁ HAVENDO UMA DISTÂNCIA INFORMATIVA, TEM MUITOS MICROEMPRESÁRIOS, QUERENDO TRABALHAR, É SÓ DIVULGAREM AS NECESSIDADES, QUE NÃO FALTA MÃO DE OBRA, E TERCERIZAÇÃO.
 
PEDRO BRAGA em 15/12/2011 10:46:31
Os serventes e pedreiros com salário de 1.400 reais, se equipararam aos advogados!!
Leonardo Duarte, acho que a OAB deveria tomar alguma providência para valorizar a classe. Existem escritórios que pagam Mil reais a advogados. Nós que somos preparados e estudamos durante anos estamos ganhando menos do que pedreiros e serventes!! Que mundo é esse??? Um absurdo!!
 
Americo Vespucio em 15/12/2011 02:06:08
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