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Economia

Com medo de pandemia, famílias de Campo Grande já reduziram contas parceladas

“Há uma forte preocupação com a questão dos empregos e as pessoas podem estar evitando compromissos”, diz economista

Por Aline dos Santos | 31/03/2020 09:38
Campo Grande retoma um pouco do movimento nesta terça-feira, com mais pessoas circulando. (Foto: Henrique Kawaminami)
Campo Grande retoma um pouco do movimento nesta terça-feira, com mais pessoas circulando. (Foto: Henrique Kawaminami)

As incertezas diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) influenciam no consumo e os campo-grandenses estão fazendo menos contas parceladas.

Conforme divulgado pela Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o índice de famílias que informam estarem comprometidas com dívidas é de 57,1%, o menor desde setembro do ano passado.

“Pode ser um reflexo das incertezas que as medidas de isolamento, como o próprio fechamento do comércio, trazem para a população. Há uma forte preocupação com a questão dos empregos e as pessoas podem estar evitando compromissos. Por outro lado, grande parte dos que têm dívidas informam que é de longa duração, 38,5% afirmam que as prestações duram mais de um ano”,  afirma a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio, Daniela Dias.

As dívidas incluem cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carros e seguro.

Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), os indicadores de inadimplência também estão menores:,31,7% informam que têm contas em atraso, contra 33,2% em fevereiro, Já  11,7% informam que não terão condições de pagar, frente a 14,5% no mês anterior.

Hoje, Campo Grande retomou um pouco mais do movimento, com reforço na linha de ônibus para atender mais trabalhadores e reabertura de agências bancárias.