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Economia

Consumidor terá custo extra, mas usina de gás compensa, avalia Delta Energia

Usina de gás é alternativa diante da crise energética em virtude dos baixos níveis de água nas hidrelétricas

Por Caroline Maldonado e Gabriela Couto | 28/07/2021 13:09
Usina William Arjona, na região Imbirussu, saída para Sidrolândia (Foto: Marcos Maluf)
Usina William Arjona, na região Imbirussu, saída para Sidrolândia (Foto: Marcos Maluf)

Usina para transformar gás natural em energia elétrica reativada oficialmente hoje (28), em Campo Grande, vai impactar no preço da conta de energia dos sul-mato-grossenses, segundo o Presidente da Delta, Luiz Fernando Vianna. A usina William Arjona já funciona, na saída para Sidrolândia, mas não com toda a capacidade de produção instalada ainda. A reativação da usina tem a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Com capacidade para gerar 20% da média de consumo de energia de Mato Grosso do Sul, a usina ficou quatro anos inoperante até a primeira turbina ser reativada no dia 10 de julho.

No local, é possível a geração de 190 megawatts, o suficiente para abastecer mais de 50% da Capital.  Por enquanto, já operam máquinas que geram 120 megawatts. Na semana que vem, será gerada energia na capacidade total.

A usina é uma alternativa diante da crise energética em virtude dos baixos níveis de água nas hidrelétricas, que geram energia para o país.

Presidente da Delta, Luiz Fernando Vianna, durante evento de reativação da usina William Arjona, na Capital (Foto: Marcos Maluf)
Presidente da Delta, Luiz Fernando Vianna, durante evento de reativação da usina William Arjona, na Capital (Foto: Marcos Maluf)

“Essa conta vai ser paga pelo consumidor final. Vai impactar, por isso se têm as bandeiras amarela e vermelha. Logicamente, haverá um impacto”, declarou o presidente do grupo Delta.

O custo de geração de energia por gás deve ser bem mais alto do que o preço médio da energia gerada por água, que é de R$ 186,88/MWh, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Apesar dos custos extras, ele defendeu a geração da usina. Usando termos técnicos, Vianna argumentou que a usina compensa para a cidade.

“O custo da geração à gás normalmente é mais caro que a geração hidrelétrica, mas se a gente considerar que temos custos de déficit, que é o custo da energia não suprida, cerca de R$ 5 mil por megawatt hora, compensa fazer essa geração por termelétrica”.

Segundo Vianna, essa é a primeira usina do país a utilizar o gás. "O gás chega na turbina que aciona o gerador elétrico, que gera energia, que é injetada na rede de energia", explicou.

Para o presidente da Delta, não há previsão de apagão ou risco de racionamento de energia de longo prazo. "O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) está gerenciando os recursos e nós acreditamos que isso vai ter sucesso e nós não teremos nenhum problema de suprimento de energia", disse.

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