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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

12/08/2019 13:11

De janeiro a julho, celulose representou 60% de exportações da indústria de MS

Volume de exportações do setor cresceu 13%, bem mais que o aumento total das vendas externas do setor industrial

Marta Ferreira
Em guerra comercial, China e Estados foram os países responsáveis por movimentar para cima os dados de vendas externas de celulose. (Foto: Fiems)Em guerra comercial, China e Estados foram os países responsáveis por movimentar para cima os dados de vendas externas de celulose. (Foto: Fiems)

De janeiro a julho de 2019, a celulose respondeu por quase 60% da receita de exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul, que totalizou US$ 2,14 bilhões. Foram vendidos para outros países US$ 1,26 bilhão em celulose, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul).

O total é 13% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de US$ 1,12 bilhão. O percentual é bem maior do que os 5% de crescimento do bolo geral da exportação do setor industrial.

China e Estados são os principais responsáveis pelo crescimento. “Esses dois países elevaram de forma substancial a aquisição de celulose, refletindo no aumento da receita desse grupo no total das exportações de produtos industrializados”, declarou, afirma o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Logo depois da celulose, o produto mais exportado é a carne bovina, com quase 26% a receita de US$ 2,14 bilhões obtida com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos primeiros sete meses deste ano. Para o produto que é uma das sustentações da economia do Estado, a receita é 15% superior à do mesmo período do ano passado, quando chegou a US$ 485,38 milhões.

A alta, conforme a análise do levantamento da Fiems, se deve ao aumento das compras por Hong Kong, Chile, Emirados Árabes Unidos, Irã, China, Arábia Saudita e Egito, respectivamente.

EUA versus China – Considerando todos os produtos, o montante de US$ 2,14 bilhões obtido com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul de janeiro a julho é 5% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou US$ 2,04 bilhões.

Em julho, as exportações de industrializados do Estado totalizaram US$ 322,95 milhões contra US$ 302,35 milhões de julho o ano passado, alta de 7%.

Para o economista da Fiems, esse crescimento pode ser creditado à guerra comercial os Estados Unidos e China. “Não há dúvida de que essa briga entre essas duas potências econômicas está beneficiando o Brasil, principalmente com as vendas de carne bovina e de aves. Por hora, o nosso país só tem a ganhar com esse conflito”, garantiu. A disputa tende a perdurar no segundo semestre.

Quanto à divisão entre os setores que exportam produtos, no mês de julho, a indústria respondeu por 75% de toda a receita de Mato Grosso do Sul com as vendas externas. No acumulado do ano, a participação está em 70%. Os grupos de maior destaque nas exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul são: celulose e papel, complexo frigorífico, extrativo mineral, óleos vegetais, couros e peles e açúcar e etanol. Somados, esses itens representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de industrializados a outros países.

Detalhamento – Esse grupo registrou nos sete primeiros meses deste ano receita de US$ 1,269 bilhão, aumento de 13%, obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose, tendo como principais compradores China, com US$ 750 milhões, Estados Unidos, com US$ 147,66 milhões, Itália, com US$ 96 milhões, Holanda, com US$ 88,86 milhões, Reino Unido, com US$ 29 milhões, Espanha, com US$ 22,71 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 18,71 milhões.

No grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida no período citado foi de US$ 556,88 milhões, aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 43,1% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 239,80 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 95,74 milhões, Chile, com US$ 81,91 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 57,83 milhões, Irã, com US$ 34,42 milhões, China, com US$ 32,78 milhões, Arábia Saudita, com US$ 30,18 milhões, Egito, com US$ 29,80 milhões, Japão, com US$ 22,37 milhões, e Uruguai, com US$ 20,77 milhões.

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