Preso na Bolívia, Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal de Corumbá
Ex-deputado estadual era procurado desde 8 de julho e acabou detido no país vizinho

Preso após ingresso e permanência ilegais na Bolívia, o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, já foi entregue ao Brasil e está na PF (Polícia Federal) de Corumbá, a 428 km de Campo Grande e fronteira com o país vizinho. A informação foi apurada pela reportagem, que solicitou detalhes sobre como será a transferência para Campo Grande.
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Ex-deputado Neno Razuk, preso na Bolívia por permanência ilegal, foi entregue ao Brasil e está sob custódia da Polícia Federal em Corumbá. Condenado a 15 anos de prisão por organização criminosa, roubo e jogo do bicho, ele era considerado foragido desde julho. A Interpol ainda não havia concluído o mandado internacional quando foi detido.
Condenado em primeira instância na Operação Successione, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e considerado foragido desde 8 de julho deste ano, ele foi detido por permanecer irregularmente no país vizinho.
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No último dia 28, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome de Neno Razuk na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas o procedimento ainda não havia sido concluído. Por isso, até o momento da prisão, ele não tinha mandado internacional de captura.
Nesta segunda-feira (dia 3), o advogado Ricardo Souza Pereira, responsável pela defesa do ex-deputado, informou que ainda aguarda a decisão da Polícia Federal. "Até o momento, não temos informações sobre quando ocorrerá a chegada dele a Campo Grande. Permaneceremos atentos, acompanhando o desenrolar do caso", diz Pereira.
Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade.
Em maio, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual. Dentre elas, o foro por prerrogativa de função, quando determinadas autoridades são julgadas diretamente por tribunais em casos ligados ao exercício do cargo.
Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, que foi realizada em 25 de novembro de 2025.
A operação investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar.
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