Defensoria exonera assessora condenada por lavar dinheiro do tráfico
Servidora ocupava cargo comissionado mesmo denunciada e agora foi afastada após decisão judicial
A DPE-MS (Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul) exonerou Kelen Cristhian Carvalho Ricas do cargo comissionado de assessora de defensor público de primeira instância. Ela foi condenada pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro relacionada ao tráfico internacional de drogas.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Servidora da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul foi exonerada após condenação por lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas. Kelen Ricas, condenada em 2021 a cinco anos e dois meses de prisão, cedeu sua conta bancária ao cunhado, apontado como articulador de grupo criminoso na fronteira com o Paraguai. Foram identificadas movimentações de R$ 1,2 milhão incompatíveis com seu salário entre 2012 e 2017.
O ato foi assinado pelo defensor público-geral do Estado, Pedro Paulo Gasparini, em 31 de julho de 2026. Conforme a publicação, a exoneração ocorreu em cumprimento à decisão judicial transitada em julgado. Isso significa que não há mais possibilidade de recurso contra a condenação nesse processo.
Kelen ocupava o cargo de símbolo DPDA-3, integrante do quadro de apoio técnico-administrativo da instituição. A exoneração produz efeitos a partir da publicação do ato.
A Defensoria não informou, no documento, quando ela foi nomeada para o cargo comissionado nem por quanto tempo permaneceu na função.
Kelen foi condenada em 2021 a cinco anos e dois meses de prisão, à perda do cargo público e à proibição de exercer cargo ou função pública por dez anos. Na época, ela trabalhava na Defensoria e estava lotada em Mundo Novo.
Segundo denúncia do MPF (Ministério Público Federal), a conta bancária da servidora foi cedida ao cunhado Jefferson Piovezan Azevedo Molina, apontado como articulador de um grupo envolvido com o tráfico internacional de drogas na região de fronteira com o Paraguai. A acusação sustentou que a conta era utilizada para ocultar a movimentação e a propriedade de recursos de origem criminosa.
Entre fevereiro e março de 2014, foram identificadas seis operações de crédito na conta, cinco depósitos e uma transferência, que somaram R$ 234,9 mil. Conforme o processo relatado à época, os valores eram sacados em espécie logo após os créditos e entregues à irmã de Kelen, então companheira de Jefferson.
A investigação também apontou movimentação de aproximadamente R$ 1,2 milhão nas contas da acusada entre 2012 e 2017. Segundo o Ministério Público, os valores eram incompatíveis com a remuneração que ela recebia como servidora pública. A conta foi classificada pela acusação como uma “conta de passagem” do grupo criminoso.
O esquema foi investigado durante a Operação Laços de Família. Jefferson foi assassinado em 2017 e era apontado como responsável por manter contatos com compradores e fornecedores de drogas.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


