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04/02/2011 22:19

Educação e Alimentação puxam inflação de janeiro em Campo Grande

Jorge Almoas

Índice subiu 1,4% em comparação a dezembro.

A inflação medida em Campo Grande no mês de janeiro teve alta de 1,4% em relação a dezembro de 2010. O IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor em Campo Grande) foi puxado para cima pelos grupos Educação e Alimentação. Dos sete grupos que compõem o IPCA/CG, apenas o Vestuário teve deflação (-1,63%).

No grupo Habitação, houve uma moderada inflação de 0,63%, com aumento dos serviços de água e esgoto da cidade, de 8,91%, freezer 8,07% e ventilador 7,10%. As quedas foram registradas nos preços de impressora (-14,33%), condicionador de ar (-9,10%), máquina de lavar roupa (-8,39%) e fogão (-7,11%).

A alta no grupo Alimentação foi de 1,25%. “Esse grupo voltou a pressionar a inflação da cidade devido ao preço dos legumes: pepino 32,25%, tomate 27,65%, pimentão 21,11% e beterraba 19,03%”, explica Celso Correia de Souza, coordenador do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da Universidade Anhanguera/Uniderp.

Reduções significativas nos preços foram percebidas em produtos como abacaxi (-15,32%), pão para cachorro quente (-14,26%), salsa (-11,33%), costeleta suína (-10,89%) e picanha (-8,65%).

No item carnes, foram constatados aumentos de preços de alguns cortes e quedas em outros, destacando o contrafilé com alta de 5,71%, a costela bovina com 4,32% e a alcatra com 3,53%.

Com quedas significativas destacam-se: picanha (-8,65%), filé mignon (-7,04%) e músculo (-5,54%). Os outros cortes tiveram variações dentro da normalidade. Os cortes da carne suína apresentaram quedas: costeleta suína e o pernil (-5,37%). O frango congelado apresentou uma pequena alta de 1,12% e miúdos com alta de 2,91%.

Tradicionalmente em janeiro, o grupo Educação teve um índice altíssimo, de 8,17%, motivado pelo aumento das mensalidades escolares. As mensalidades do no Ensino Infantil, Fundamental e Médio tiveram alta muito acima da inflação acumulada da cidade durante o ano de 2010, que foi de 6,32%.

No Ensino Infantil a alta foi de 15,77% e no Ensino Fundamental e Médio foi de 11,13%, em média. “Destaca-se, também, o aumento dos artigos de papelaria com 6,04%, isso devido a forte demanda por esses materiais neste mês de janeiro”, disse o pesquisador do Nepes, José Francisco dos Reis.

Houve pequena alta no grupo Transportes, de 0,18%, devido aos reajustes dos preços do etanol, com 2,03%, automóvel novo 1,03% e do diesel 0,70%. Quedas de preços neste grupo ocorreram com: passagens de ônibus interestadual (-3,72%), gasolina (-1,42%) e ônibus intermunicipal (-0,37%).

Acúmulo – Nos últimos 12 meses, a inflação em Campo Grande acumula índice de 6,38%, acima da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4,5% para 2011.

“A alta da inflação é consequência da alta demanda por alimentos que está acontecendo no mundo. Com melhores salários, o primeiro passo é se alimentar melhor, justificando essa grande demanda por alimentos. Como deve demorar algum tempo para suprir essa demanda, certamente o grupo Alimentação continuará sendo o vilão da inflação, não só em Campo Grande, como no mundo”, avalia Celso.

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