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Economia

Em falta, clientes precisam esperar até 30 dias para motos modelo 2021

O motivo para não ter modelos novos a pronta entrega seria a falta de insumos

Por Mariana Rodrigues | 13/03/2021 11:55
Concessionária que antes tinha até 30 unidades a pronta entrega, agora tem menos de 10 na loja. (Foto: Ppaulo Francis)
Concessionária que antes tinha até 30 unidades a pronta entrega, agora tem menos de 10 na loja. (Foto: Ppaulo Francis)

A alta no preço da gasolina e a facilidade na mobilidade urbana há muitos anos transformaram as motocicletas em uma saída econômica. Mas assim como os carros, anda difícil encontrar modelos 2021 nas concessionárias. Também falta insumo e as fábricas têm atrasado as entregas. Modelos populares estão com espera de até 30 dias, enquanto as importadas chegam a 60 dias.

A procura pelas motos têm, apesar do momento de crise, pois é um veículo que facilita a mobilidade e também é mais econômico que o carro, algo que é levado muito em conta nesses momentos em que a gasolina já passa dos R$ 5,50 na maioria dos postos.

O vendedor Alexandre Barros, 42 anos, de uma revenda de motos da marca Yamaha, localizada no Centro de Campo Grande, reforça que devido a pandemia não tem moto a pronta entrega só mesmo por encomenda. “Só encomenda com espera de 15 a 20 dias para entrega, os clientes estão bravos”, conta.

Ele relata que a fábrica, que fica em Manaus, está com metade dos funcionários trabalhando e atende todo o Brasil. “Procura tem. Como a gasolina subiu muito é bom para a gente, mas tem muita gente desistindo da compra por não querer esperar e a gente quer vender”.

Alexandre Barros, 42 anos, é vendedor e afirma que só tem cinco motos na loja e todas são mostruários. (Foto: Paulo Francis)
Alexandre Barros, 42 anos, é vendedor e afirma que só tem cinco motos na loja e todas são mostruários. (Foto: Paulo Francis)

Na loja tem apenas cinco modelos de mostruário, ele disse que a procura é tanto por modelos populares como a YBR e Fazer 250 como também os modelos de alta cilindradas que são os mais caros, mas, ainda assim, possuem procura mão não tem no estoque.

O gerente de vendas Ricardo Bozza, da Covel que fica na Avenida Mato Grosso, diz que os meses de janeiro e fevereiro deste ano foi de falta. “A fábrica ficou parada por causa da pandemia, parou a produção, falta pneu, ferro, aço, insumos”, lembra. As motos que chegam na loja já tem dono certo, a pronta entrega menos de 10 modelos podem ser encontrados.

“Em época normal o estoque tinha de 25 a 30 unidades. Recebemos por mês de 300 a 330 motos que atendem Capital e interior. Mês passado recebemos 80 motos. A procura é constante, a alta do dólar e aumento da gasolina, faz com que a moto seja mais buscada”. As motos mais buscadas são a CG 150, Biz e Cross. As altas cilindradas, apesar de a procura menor, também tem lista de espera que é maior que as de baixa cilindrada.

Importados – Artur Duarte, 48 anos, diretor de uma concessionária de motos importadas explica que o problema está na falta de insumos, entre eles os chips de identificação eletrônica. “A indústria tem dificuldade de insumos para a produção. A segunda questão é a falta de componentes de chips, com a crise a indústria previu uma queda nas vendas e diminuiu a compra desses chips, ao mesmo passo a venda de eletrônicos aumentou com a pandemia, esses fornecedores concorrem com a compra de chips”, explica.

Duarte também pontua que a produção de novos veículos caiu mais do que a procura. Assim como nos modelos populares, as motos importadas também precisam de um prazo para serem entregues “Eles [clientes] precisam esperar”.

Dependendo do modelo escolhido, essa espera pode dura entre 30 a 60 dias para a chegada nas lojas. “As vendas caíram, mas a produção caiu ainda mais”, frisa.

Até as motos importadas estão com modelo 2021 em falta e a espera pode chegar até 60 dias. (Foto: Paulo Francis)
Até as motos importadas estão com modelo 2021 em falta e a espera pode chegar até 60 dias. (Foto: Paulo Francis)


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