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Campo Grande, Domingo, 22 de Julho de 2018

15/01/2018 14:35

Empresas de MS deixam de fora do mercado 9.303 jovens aprendizes

Situação do Estado é a terceira pior do País, mostra levantamento do MTE

Osvaldo Júnior
Contratações de jovens aprendizes estão abaixo do que exige a lei (Foto: Divulgação)Contratações de jovens aprendizes estão abaixo do que exige a lei (Foto: Divulgação)

O número de aprendizes contratados pela Aprendizagem Profissional em Mato Grosso do Sul é 72,2% menor que a quantidade necessária para atender a legislação. Estão fora do mercado 9.303 jovens, de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (dia 15) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). A situação sul-mato-grossense é a terceiro pior do país.

A Lei 10.097/2000, a chamada lei das cotas, determina que empresas com pelo menos sete funcionários reservem de 5% a 15% de suas vagas a entre 14 e 24 anos, matriculados em escola ou curso técnico. A partir dessa exigência, o MTE estima a quantidade de contratações necessárias para cumprir a legislação.

No caso de Mato Grosso do Sul, as empresas contrataram 3.579 jovens de janeiro a novembro de 2017. O número é 27,78% dos 12.882 que deveriam ser contratados, conforme cálculos do MTE. Ou seja, a quantidade de contratações é 72% (ou três vezes e meia) abaixo do necessário.

Apenas o Piauí (com 25,11% das contratações em volume que atenderia a lei) e Maranhão (com 25,19%) apresentam quadro mais crítico que o de Mato Grosso do Sul.

Em todo o País, foram contabilizados o ingresso de 369.676 jovens por meio da Aprendizagem Profissional, entre janeiro e novembro de 2017. O estado que mais contratou foi São Paulo, com 102.300 admitidos, seguido de Minas Gerais, com 39.139, e Rio de Janeiro, com 33.453.

No total, o Brasil já registra a contratação de 3,2 milhões de aprendizes desde 2005, quando a lei que prevê essa modalidade de contratação entrou em vigor.



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