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Economia

Energia trifásica é promessa de industrialização da agricultura familiar de MS

O investimento de R$ 179 milhões, segundo o governador, permite o crescimento e o desenvolvimento ao Estado

Por Lucia Morel | 19/03/2026 13:55
Energia trifásica é promessa de industrialização da agricultura familiar de MS
Governador Eduardo Riedel no lançamento do MS Trifásico. (Foto: Juliano Almeida)

A capacidade elétrica instalada define o tamanho da produção e na agricultura familiar de Mato Grosso do Sul, a incapacidade energética reduz a produtividade e consequentemente, o lucro dos pequenos produtores. Lançado na manhã de hoje no Palácio Popular da Cultura, o MS Trifásico é um programa do Governo do Estado com a concessionária Energisa que vai levar dois mil quilômetros de rede e 500 transformadores a 71,2 mil famílias que sobrevivem da microagropecuária.

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O Governo de Mato Grosso do Sul lançou o programa MS Trifásico, em parceria com a Energisa, que levará energia trifásica a 71,2 mil famílias da agricultura familiar. O investimento de R$ 179 milhões contemplará a instalação de dois mil quilômetros de rede e 500 transformadores, beneficiando agricultores tradicionais, assentados, indígenas e quilombolas. O projeto, que se estenderá até 2028, iniciará em sete municípios prioritários: Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Maracaju, Nioaque, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. A iniciativa visa solucionar problemas de queda de energia que limitam a produtividade e o desenvolvimento agroindustrial na região.

Com investimento previsto de R$ 179 milhões, o programa vai começar pelas cidades de Bonito, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Maracaju, Nioaque, Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante. Esses municípios foram definidos como prioritários, segundo o secretário de meio ambiente e desenvolvimento, Jaime Verruck, porque já possuem potencial agroindustrial.

“Nelas que nós fizemos um diagnóstico onde tem o maior número de agroindústrias que já estão com dificuldade sob o ponto de vista de queda de energia. Então, foi isso que nós priorizamos e depois nós vamos avançando nos outros. E caso apareçam projetos agroindustriais ou algum lugar que venha a desenvolver, a gente pode até antecipar algum desses assentamentos”, afirmou.

As famílias que serão beneficiadas não terão custo algum, nem mesmo com os transformadores. Além dos agricultores familiares tradicionais, assentamentos, população indígena e comunidades quilombolas também estão dentro do projeto. São 35.187 assentados, que representam 49% do total; 20.368 tradicionais, que são 28%; 13.672 indígenas (19%) e 586 famílias quilombolas em 16 comunidades distintas.

O governador Eduardo Riedel (PP-MS) afirmou que o projeto nasceu do inconformismo porque, há anos, a queda de energia e a perda de produção decorrem da inconstância do fornecimento. “A gente está correndo atrás do crescimento do Estado enquanto sistema energético. Esse é um investimento que pode sanar as limitações para o crescimento (...). A agricultura familiar desse Estado merece evoluir, crescer por meio da base produtiva”, sustentou.

Riedel lembrou que o MS Trifásico dura até 2028 e no ano que vem, mesmo que ele não esteja à frente do Executivo após as eleições, “não tem problema, porque esse projeto está internalizado, não interessa quem estiver à frente, o recurso vai estar realizado numa formatação nova, original, vinculada à arrecadação do Estado. Não estamos falando aqui de política, nós estamos falando de um projeto de Estado que não tem como voltar atrás e está garantido.”

Por fim, o presidente da Energisa, Paulo Roberto dos Santos, assegura que “o projeto permite que a gente incorpore novos processos, novos motores, novos dispositivos para melhorar a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento socioeconômico de todas as famílias que, somadas, contribuem e muito o desenvolvimento socioeconômico do Estado”.

Em nome dos agricultores familiares, a produtora Maria da Penha, que atua em Anastácio com frutos do Cerrado que são transformados em pães e biscoitos, afirmou que é assentada há 36 anos e que agora ela acredita que vai poder ir além, porque até então produzia o suficiente para “pagar energia e frete”.

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