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Economia

Fábrica de pães promete 200 empregos e pode receber área pública na Capital

Empresa prevê investir R$ 5,2 milhões em Campo Grande e teve pedido aprovado por conselho municipal

Por Kamila Alcântara | 02/06/2026 18:23
Fábrica de pães promete 200 empregos e pode receber área pública na Capital
Degustação de produtos da empresa que pretende se instalar em Campo Grande (Foto: Divulgação)

Uma fábrica de pães pode receber uma área pública de até 10 mil metros quadrados em Campo Grande. Em troca do incentivo, a empresa promete investir R$ 5,2 milhões e abrir 200 empregos diretos na Capital.

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Fábrica de pães de Tatuí, interior de São Paulo, pode receber área pública de até 10 mil metros quadrados em Campo Grande em troca de investimento de R$ 5,2 milhões e 200 empregos diretos. O pedido da Marquespan Indústria de Alimentos foi aprovado por unanimidade pelo Codecon, dentro do programa Prodes. A empresa prevê faturamento de R$ 174 milhões mensais. Na mesma reunião, empresa de biocombustível teve parte dos incentivos negados.

O pedido foi aprovado por unanimidade pelo Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico), em reunião realizada nesta terça-feira (2). A decisão foi publicada em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).

De Tatuí (SP), a empresa beneficiada é a Marquespan Indústria de Alimentos Ltda., do ramo de panificação. Segundo a deliberação, a fábrica pediu incentivo dentro do Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande), que permite apoio do município a empresas que prometem investir e gerar empregos.

O documento informa que a empresa pretende implantar suas atividades em Campo Grande. O capital social declarado é de R$ 2,01 milhões, e o investimento fixo previsto chega a R$ 5,2 milhões.

A deliberação, no entanto, não informa onde fica a área pública que poderá ser doada à empresa. O texto apenas autoriza a doação imediata de terreno de até 10 mil metros quadrados, conforme a Lei Complementar 418/2021. A previsão de faturamento informada ao conselho chama atenção: R$ 174 milhões por mês, o equivalente a R$ 2,09 bilhões por ano.

A publicação também estabelece obrigações para as empresas beneficiadas pelo programa. Entre elas estão aderir ao “Selo Compromisso com a Igualdade de Gênero” e contratar mão de obra por meio da Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande).

Na mesma reunião, o Codecon também analisou pedido de incentivo para a H2X Comércio e Serviços de Produção de Combustível Sustentável S.A., empresa de biocombustível que prevê investimento de R$ 428 milhões e 53 empregos diretos.

Nesse caso, o conselho aprovou a concessão onerosa de direito real de uso de uma área de até 25 mil metros quadrados. A empresa também havia pedido isenção de IPTU por 10 anos, isenção de ISSQN sobre as obras de construção e isenção de taxas de alvará e licenciamento, mas esses benefícios foram negados.

A deliberação é assinada por Ademar Silva Júnior, presidente do Codecon, e Rafael Lazzarotto Magro, secretário-executivo do conselho.

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