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Capital

Empresas de transporte perdem incentivos após anos sem atividade

Processos citam ausência de operação, investimentos não executados e falta de manifestação

Por Kamila Alcântara | 11/05/2026 14:36
Empresas de transporte perdem incentivos após anos sem atividade
Ônibus de viagens intermunicipais de empresas que perderam alguns incentivos fiscais (Foto: Cleidiomar Barbosa)

Após mais de uma década sem avanço de projetos beneficiados por incentivos públicos, a prefeitura de Campo Grande decidiu cancelar benefícios concedidos a empresas de transporte, indústria e logística que haviam recebido áreas e vantagens fiscais por meio do Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social).

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Campo Grande cancelou incentivos do programa Prodes concedidos a empresas de transporte, indústria e logística, como Andorinha, Motta e Eucatur, por não cumprirem compromissos assumidos. Os cancelamentos foram publicados no Diogrande após inércia superior a 12 anos em alguns casos. A prefeitura pretende reverter os imóveis ao patrimônio municipal. A empresa Rotilli & Machado recebeu área de até 5 mil metros quadrados para instalar operação de medicamentos, com investimento previsto de R$ 3,5 milhões e 12 empregos diretos.

A medida foi publicada nesta segunda-feira (11) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), em deliberação aprovada pelo Codecon (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico).

Entre as empresas atingidas estão nomes conhecidos do transporte rodoviário, como Andorinha, Motta, Eucatur, Expresso Mato Grosso, Expresso Queiroz, Viação Umuarama, Viação São Luiz e Viação Nova Integração. Também houve cancelamento de incentivos para uma empresa do setor de pré-moldados de concreto.

Segundo os pareceres apresentados no conselho, os cancelamentos ocorreram porque os empreendimentos não executaram os investimentos previstos, permaneceram sem atividade nas áreas cedidas e deixaram de responder às notificações feitas pelo município ao longo dos anos. Em alguns casos, o documento cita “inércia superior a 12 anos”.

Os relatos técnicos usados como base para a decisão afirmam que as empresas tiveram oportunidades de manifestação e foram alvo de fiscalizações e pedidos formais de informações. Ainda assim, conforme o texto, os compromissos ligados aos incentivos não teriam sido cumpridos.

Em um dos trechos mais duros da deliberação, o relator afirma que manter áreas públicas reservadas para projetos que não saíram do papel acaba impedindo a chegada de novos investimentos e compromete a função social dos terrenos.

Com a revogação, a prefeitura pretende reverter os imóveis ao patrimônio do município para futura destinação a outros empreendimentos interessados em investir na Capital.

A mesma publicação também aprovou um novo incentivo econômico. A empresa Rotilli & Machado LTDA, do ramo de medicamentos, recebeu parecer favorável para doação de área de até 5 mil metros quadrados para implantação das atividades em Campo Grande. A previsão apresentada é de investimento de R$ 3,5 milhões e criação de 12 empregos diretos.

O conselho, porém, negou pedido de isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por dez anos e também a isenção de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) sobre as obras de construção civil.

Documento ainda estabelece que a empresa beneficiada deverá aderir ao selo municipal de igualdade de gênero e contratar trabalhadores por meio da Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande).

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