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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/04/2013 18:21

Feijão "burla" corte de impostos sobre a cesta básica e sobe 10%

Nícholas Vasconcelos
Feijão teve alta de 9,99% segundo levantamento da Semac. (Foto: Vanderlei Aparecido)Feijão teve alta de 9,99% segundo levantamento da Semac. (Foto: Vanderlei Aparecido)

Com uma alta de quase 10% no mês de março, o feijão pesou no bolso do consumidor e foi o principal responsável para uma inflação de 1,68% na cesta básica divulgada hoje pela Semac (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia).

A leguminosa teve a isenção de impostos anunciada no início do mês do passado pela presidente Dilma Rousseff (PT), que eliminou os tributos federais dos produtos da cesta básica.

A expectativa era de que essa decisão refletisse no bolso do brasileiro, mas nos corredores dos supermercados o que se é vê é que o consumidor descontente com a alta que, em alguns casos, pode chegar até 23%.

“Não é só o feijão e não é só de agora”, comenta o advogado Otoniel Ajala Dourado, 46 anos, que é de Fortaleza (CE) e que atualmente mora em Campo Grande.

Ele explica que não vai deixar de comer o grão, mas que esperava uma queda depois do anúncio da redução de impostos. “O empresário não estão dando moleza, não pensam no consumidor”, critica.

Os empresários explicam que a alta foi provocada pela safra ruim do ano passado e também pelas chuvas, dificultaram o escoamento do feijão produzido no Paraná, que abastece boa parte dos supermercados sul-mato-grossenses.

Na barraca do comerciante Ailton Heidrick, 31 anos, no mercado Municipal de Campo Grande é possível encontrar 10 tipos de feijão, que variam de R$ 7, o quilo, até R$ 10, preço que é comum para muitos cortes de carne bovina.

Ele conta que além da safra ruim, o feijão disponível está com a qualidade abaixo do esperado. “O feijão está vindo feio e ele não pode molhar”. Além do Paraná, o feijão comercializado por Ailton vem de Minas Gerais, Santa Catarina e do Nordeste, esse último com o maior alta. “Lá o problema é a falta de chuva”, conta.

Advogado Otoniel critica alta dos alimentos, mesmo com redução anunciada. (Foto: Vanderlei Aparecido)Advogado Otoniel critica alta dos alimentos, mesmo com redução anunciada. (Foto: Vanderlei Aparecido)
Preços do feijão podem chegar até a R$ 10 o quilo. (Foto: Vanderlei Aparecido)Preços do feijão podem chegar até a R$ 10 o quilo. (Foto: Vanderlei Aparecido)

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mostra que houve mesmo queda da produção na safra 2011/2012 na comparação com a anterior. Em 2010/2011, foram colhidos 3,7 milhões de toneladas, com queda de 814 mil toneladas. O atual ciclo deve ter uma produção de 3,2 milhões de toneladas.

De acordo com a Semac, a cesta individual custa R$ 296,41 em Campo Grande e acumulado da alta nos últimos 12 meses chega a 16,65%. Além do feijão, com alta de 9,99%, o tomate sofreu um aumento de 8,43% e laranja até 5,11%.

No caso do tomate, em alguns pontos de venda da Capital, o preço do fruto chega a R$ 9,92, provocado pela elevação do consumo e redução da safra.

Outro comerciante do Mercadão, Nelson Bento, 50 anos, conta que antes comprava o fardo de feijão de 30 kg por R$ 130, mas desde o mês de janeiro passou a pagar R$ 160 pela mesma quantidade. “É muita chuva no Paraná, que pra nós é o maior plantador de feijão”, comenta.

Dos alimentos que compõem a cesta básica, houve redução de 7,8% no preço do óleo de cozinha, outros 7,6% no açúcar e de 5% no valor do arroz.

Familiar – A Secretaria também levanta o preço da cesta básica familiar, que inclui também produtos de higiene pessoal e limpeza. No mês de março, essa cesta custou R$ 1.260,80 o que representa uma alta de 1,49%.

Dos 44 produtos pesquisados, 18 apresentaram alta no preço, outros 16 com queda e 10 mantiveram os preços inalterados.

No grupo alimentação, composto por 32 itens, a variação positiva foi de 1,66%.



Parece política, o governo federal pensa no povo, desonera e reduz impostos, mas no meio do caminho o desconto some, fica no bolso dos empresários e atravessadores. E o povo, não vê "a cor" de nada, só aumentos e aumentos.
Até quando?!
 
Jose Carlos Nunes em 04/04/2013 19:30:02
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