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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

31/03/2013 09:30

Puxados pelo leite, achocolatado e iogurte custam quase 27% mais

Nícholas Vasconcelos e Viviane Oliveira
Célia percebeu o aumento, mas não vai deixar de comprar acholatado para a neta. (Foto: Pedro Peralta)Célia percebeu o aumento, mas não vai deixar de comprar acholatado para a neta. (Foto: Pedro Peralta)

O achocolatado e o iogurte têm acumulado altas que chegam a 26,73% nos últimos 12 meses em Campo Grande. A explicação dessa elevação é o leite, que já acumula alta de 12,34% na Capital sul-mato-grossense.

De acordo com uma pesquisa do Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da universidade Anhanguera/Uniderp, em março de 2012, o achocolatado Toddy de 400 gramas custava R$ 3,91 e no mês de fevereiro passou para R$ 4,96, alta de 26,73%.

O consumidor tenta escapar do reajuste optando pelas marcas mais em conta. É o que revela a babá Neide Paula Soares, 46 anos. “Sempre compro o mais barato e mesmo assim senti que o valor subiu”.

“Todo mês aumenta alguma coisa, mas não vou deixar de comprar por conta das crianças”, justifica a auxiliar de serviço gerais, Célia de Souza Marques, 48 anos. Ela estava acompanhada neta, que a ajuda na hora da escolha.

Para o responsável pelo Nepes, o pesquisador Celso Corrêa, esse reajuste é causado pela alta do leite. “O achocolatado é composto de leite em pó e aumenta proporcionalmente conforme o leite sobe”, explicou.

Já o leite tem subido como consequência da diminuição de oferta e aumento da procura. Mal remunerado, o produtor rural deixou de lado a atividade leiteira ao passo que o consumidor passou a comprar mais.

“O desemprego é 4,5%, o que é muito baixo, enquanto o salário e o poder aquisitivo têm melhorado”, diagnosticou.

Na casa da aposentada Rosa da Silva Lopes, 65 anos, todos consomem leite com o achocolatado e a solução é optar pelas promoções. “Em casa são quatro pessoas e todo mundo é acostumado com leite com Toddy e sempre compro o produto em ofertada”, disse.

Símbolo do Plano Real e da estabilização da economia brasileira, o iogurte foi outro derivado do leite que subiu nos últimos meses em Campo Grande.

O iogurte Activia de 400 gramas, por exemplo, passou de R$ 4,49 em março para R$ 5,56 no mês de fevereiro nos supermercados pesquisados pelo Nepes, uma alta de 23,93%.

Preferido entre as crianças e muitos adultos, o iogurte Danoninho de 330 gramas, teve inflação de 22,66% entre março do ano passado e fevereiro de 2013. Antes, o produto era encontrado por R$ 2,37 e agora sai por R$ 2,91.

A previsão é de que os alimentos à base de leite subam mais, já que o preço pago ao produtor rural teve elevação de 9,7% no mês de fevereiro e o reflexo será sentido em breve. “E o preço de R$ 0,70 centavos por litro pago ao produtor ainda está baixo e deve subir mais com a demanda crescente”, alerta o pesquisador Celso Corrêa.

 

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Mas o importante é que o IPI dos carros zero km continua reduzido...essa presidente Dilma é o máximo...kkkkkkkkkkkk
 
Cassiano Jorge em 01/04/2013 07:56:06
O produtor realmente recebe quase nada, pelo grande gasto que tem. Afinal, o gado leiteiro é mais delicado para lidar, que o gado de corte.
Vejo que os atravessadores querem ganhar muito, e qual o gasto deles??? Já o produtor, gasta com vacina entre outros medicamentos, alimentação dos animais, gasto com pessoal, etc.
Geralmente o leite sobe"muito" principalmente na época da estiagem, mas o produtor não vê esse aumento , contrário dos atravessadores, que estão sempre no lucro...
O que acho revoltante, sobem o produto nos meses de estiagem que vai de maio/junho até meados de setembro, mas após a passagem desse perído o leite NÃO abaixa o preço, quem ganha sempre são os infelizes atravessadores. Enquanto isso a população e o produtor fica no prejuízo..
ISSO PRECISA SER MUDADO...
 
Neyde de Oliveira em 31/03/2013 11:32:28
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