A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

01/02/2011 10:25

Financeiras protestam em frente da Assembleia pela liberação do crédito consignado

Ricardo Campos Jr. e Aline dos Santos

Manifestantes não puderam entrar e acompanhar 1º sessão do ano

Empresas têm até o dia 10 para reverter situação. A partir desta data, empréstimos com descontos em folha para servidores estaduais só no Banco do Brasil. (Foto: João Garrigó)Empresas têm até o dia 10 para reverter situação. A partir desta data, empréstimos com descontos em folha para servidores estaduais só no Banco do Brasil. (Foto: João Garrigó)

Aproximadamente 20 pessoas ligadas às empresas financeiras protestam em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul contra a restrição do empréstimo consignado para servidores públicos estaduais, que é restrito ao Banco do Brasil. A intenção, segundo lideranças do movimento, era entrar, acompanhar a primeira sessão do ano e conversar com os deputados, mas acabaram barrados na entrada.

Janaína Bernardo, representante do protesto, disse ter sido informada que somente convidados à solenidade de abertura do ano legislativo poderiam adentrar. Os trabalhadores resolveram então permanecer na frente do prédio.

Ela afirma que aproximadamente 150 funcionários de financeiras já foram demitidos e algumas empresas do ramo fechadas. Os que continuam atuando correm contra o tempo, na opinião de Janaína. “Em 10 de novembro o governador deu prazo de 90 dias para as operadoras (de crédito) continuarem atuando junto aos servidores estaduais. O prazo termina em 10 de fevereiro. Temos apenas 9 dias para tentar reverter isso”, disse a manifestante.

De acordo com Janaína, já foram reduzidas de 78 para 48 parcelas o empréstimo com desconto em folha para o servidor público em empresas financeiras. O Banco do Brasil continua dividindo em 72.

É a segunda vez que protestam em frente à assembleia. No dia 18 de novembro do ano passado os trabalhadores chegaram a falar com o deputado Youssif Domingos (PMDB), até então líder do governo, que prometeu tentar agendar um encontro entre representantes da classe e o governador, o que segundo Janaína não foi cumprido.

Caso o problema se prolongue, a representante do movimento acredita que a situação das empresas de crédito tende a se agravar. Ela diz não saber ao certo quantas empresas do ramo já fecharam em Campo Grande.

Histórico - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul obrigava o Estado a permitir a realização de empréstimos consignados em folha dos servidores estaduais com o BMG S/A e com as instituições financeiras associadas à Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

No entanto, a medida foi suspensa com liminar do STJ no último dia 8 de novembro em uma decisão proferida pelo ministro-presidente do STJ, Ari Pargendler, contra a decisão da Justiça estadual.

A discussão, desde então, tem girado sobre qual decisão deve valer. O entendimento dos bancos é de que a sentença do TJ deve ser soberana porque julgou o mérito, e não liminar como do STJ.

O principal argumento é das demissões acarretadas pela decisão. Trabalhadores ligados ao ASDECC (Associação de Corretores de Crédito de Mato Grosso do Sul) pediram ajuda aos deputados na Assembleia Legislativa.

De acordo com Cleide Salentin, presidente da associação, atualmente existem 260 financeiras que fazem empréstimos consignados em Mato Grosso do Sul, destas, 150 estão em Campo Grande. São 1200 funcionários registrados, sem contar, segundo Cleide, com os trabalhadores informais.

Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia
A partir de hoje (18), os brasileiros com mais de 57 anos, que são titulares de contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e...
Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017
Com meta de déficit primário de R$ 159 bilhões neste ano e com um teto de gastos pelas próximas duas décadas, o governo teria melhores condições de s...
Prazo para atualizar versão da Nota Fiscal Eletrônica termina no próximo dia 2
O prazo para atualizar a versão da Nota Fiscal Eletrônica termina no dia 2 de julho. A migração da versão do arquivo XML deve ser feita rapidamente p...


estou muito decepicionado com essa posição TJ , espero que eles consigão averiguar a posição ,pois estamos sufocados com isso, pesso que vcs que tem influencia e capacidade de resolver ,que seja rapido pois tem varias familias pasando por necessidades por incompetencia do governo do estado ms
 
marcelo v moraes em 19/03/2012 02:13:42
Na minha opinião o servidor tem o seu direiro de escolher por qual banco ele quer fazer suas negociacões financeiras, mesmo porque, se ele tiver alguma restricão com o banco do brasil, seu credito não sera aprovado, sem falar nos trabalhadores que estão perdendo seus empregos formais ou não, são pais de familia.
 
luuiz carlos semidei em 01/02/2011 05:20:55
É inaceitável o Governo de MS, estar aceitando este tipo de coisa com o BB, sou SulMatogrossense, mas, tenho financeira em MG, estamos atentos a este tipo de coisas que vem acontecendo não só em MS, mas, também no Maranhão, onde hoje, saiu a liminar derrubando a exclusividade do BB. Acho que os politicos tem que resgatar a integridade de seus trabahadores, dar exclusividade ao BB, onde temos tantos pais de familias, precisando trabalhar, pessoas que dependem das financeiras, estudantes, pessoas que sustem suas familias, mãe com filhos pequenos, Sr.Governador, vamos dar respaldo a educação e deixar de lado picuinhas com o BB e tirar trabalho dos seus eleitores.Abraços...

 
Patrícia Hormung em 01/02/2011 02:40:20
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions