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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

09/07/2011 08:52

Fraude de importação que envolve MS é considerada trama das mais sofisticadas

Angela Kempfer

Com investigação também em Mato Grosso do Sul, a operação Pomar, deflagrada contra a remessa ilegal de dinheiro ao exterior com esquema de contrabando de tecidos, é responsavel por um dos maiores rombos a arrecadação, aponta a Polícia Federal.

O caso corre sob sigilo, por envolver dados financeiros, mas só na primeira etapa do inquérito foram apreendidos R$ 700 mil em dinheiro e R$ 1,5 milhão em cheques.

Nessa semana, 15 suspeitos foram presos, em 8 estados, entre empresários e despachantes aduaneiros, mas os detalhes não saõ divulgados. Segundo a PF, empresários do atacado e varejo de tecidos usavam nomes de “laranjas” para enviar US$ 1 milhão por dia a contas bancárias na China, Hong Kong e outros paraísos fiscais.

A quadrilha ganhava dinheiro com contrabando, importações subfaturadas e lavagem de dinheiro e é considerada a trama “mais sofisticada para evasão de divisas desde a era CC5”, carta circular do Banco Central, criada em 1969, que permitia a abertura de contas especiais, mantidas no Brasil por brasileiros que moram no exterior e facilitou a remessa clandestina de US$ 30 bilhões.

A Receita, que também participa da operação, estima em R$ 1,5 bilhão foram sonegados. Um auditor foi enquadrado por suposta facilitação ao contrabando.

Para concluir o processo de remessa de ativos a organização criminosa adulterava os documentos de importação - faturas comerciais e conhecimentos de embarque. Parte das transações não era efetivada. Outra parcela de importação era acompanhada de notas subfaturadas.

No total, a Polícia acredita que o esquema envolvia 100 pessoas físicas e 40 jurídicas que emprestaram seus nomes e razões sociais para o golpe.

Na quinta-feira passada, em São Paulo, foram apreendidas 400 toneladas de tecidos, avaliadas em R$ 6 milhões. Outros 32 caminhões já foram retidos, com 600 toneladas do produto.

O esquema tem ramificações em São Paulo, onde se concentram as fraudes, Rio, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. (Informações O Estado de São Paulo)

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O esquema tem ramificações em São Paulo, onde se concentram as fraudes, Rio, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. (Informações O Estado de São Paulo) so isto que pena o que vai acontecer nada mais um CPI vem ai e LULA eles estão indo para a escola e tem como professores Jose dirceu, lula, marcadante a marta e fernandinho beira mar futuro ministro...........

 
maurilio rocha em 09/07/2011 12:30:02
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