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Economia

Grupo argentino pretende investir US$ 40 milhões para operar terminal

Executivos da empresa apresentaram projeto de Terminal Portuário Fluvial Multipropósito com investimento total de US$ 76 milhões

Por Gabriel Neris | 04/07/2018 14:36
Governador recebeu executivos de grupo argentino para discussão de projeto envolvendo terminal (Foto: Divulgação)
Governador recebeu executivos de grupo argentino para discussão de projeto envolvendo terminal (Foto: Divulgação)

O argentino PTP Group, que atua no setor logístico em quatro países da América do Sul, avançou nas conversas com o governo do Estado para melhorar e assumir a operação do terminal portuário de Porto Murtinho – a 431 km de Campo Grande. Os executivos da empresa apresentaram o projeto de um TPFM (Terminal Portuário Fluvial Multipropósito) de Uso Privativo com investimento inicial de US$ 40 milhões.

O presidente do PTP Group, Guillermo Misiano, e o diretor Hugo Rene Gorgone apresentaram ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) o desenho do TPFM, que tem como objetivo operar diferentes cargas, como contêineres, cargas fracionadas, veículos, grãos, combustível líquido, celulose e fertilizantes.

De acordo com titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o grupo solicitou ao governo a cedência de uma área de 15 hectares. “O governo se comprometeu com essa doação e vai verificar as condições adequadas para que a empresa possa fazer todos os trâmites de licenciamento junto à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e órgãos ambientais para a construção de um novo terminal”, disse.

O investimento total pode alcançar os US$ 76 milhões. Outra proposta é a utilização de barcaças e empurradores desenvolvidos de forma específica para o Rio Paraguai.

“A empresa deve começar com o transporte de grãos, mas também deve trazer fertilizantes, pois já fazem essa operação por meio de Concepción e planejam estendê-la a Porto Murtinho em 2019. A ideia é trabalhar com as commodities tradicionais, soja e milho, mas também realizar a importação de trigo e fertilizantes”, completou o secretário. Além do Brasil e Paraguai, o grupo também atua no Uruguai e Argentina.