ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
FEVEREIRO, TERÇA  27    CAMPO GRANDE 25º

Economia

Iphan autoriza estudo de impacto arqueológico em novo corredor ferroviário em MS

A Nova Ferroeste é projeto dos governos de MS e PR, que irá ligar Maracaju até o Porto de Paranaguá

Silvia Frias | 17/02/2021 09:01
Linha em vermelho mostra traçado que terá a Nova Ferroeste no Estado (Infográfico: Thiago Mendes)
Linha em vermelho mostra traçado que terá a Nova Ferroeste no Estado (Infográfico: Thiago Mendes)

O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) expediu autorização de avaliação do potencial de impacto ao patrimônio arqueológico na readequação do trecho ferroviário entre Maracaju e Paranaguá (PR).

O projeto de extensão da Ferroeste até Maracaju, batizado como Corredor Oeste de Exportação – Nova Ferroeste, é de responsabilidade da estatal Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.

A obra faz parte da extensão a Nova Ferroeste até Maracaju, distante 160 quilômetros de Campo Grande. O novo trecho de estrada de ferro vai abrir alternativa logística para escoamento da produção de Mato Grosso do Sul até o Porto de Paranaguá, destino de 30% da produção sul-mato-grossense exportada por mar.

Pelo Diário Oficial da União, consta que a arqueóloga Lilia Benevides Guedes irá coordenar a avaliação em trabalho previsto para durar 4 meses. Em Mato Grosso do Sul, a avaliação arqueológica será feita nos municípios de Amambai, Caarapó, Dourados, Eldorado, Iguatemi, Itaporã, Maracaju e Mundo Novo.

As autorizações para a execução dos projetos e programas relacionados na portaria não correspondem à manifestação conclusiva do Iphan para fins de obtenção de licença ambiental.

Projeto - O investimento está estimado em R$ 8 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões só com as obras em Mato Grosso do Sul. A construção do novo trecho deve gerar pelo menos mil empregos no Estado.

No dia 8 de fevereiro, as empresas responsáveis pelos estudos de viabilidade técnica e do impacto ambiental apresentaram resultados prévios das análises aos governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

A previsão é levar o projeto a leilão ainda neste ano na Bolsa de Valores (B3), após a conclusão estudo de viabilidade técnica e econômica, previsto para ser finalizado em setembro, e do estudo de impacto ambiental, que deve ser entregue em novembro.

De acordo com o estudo prévio, serão implantados 1.285 quilômetros de trilhos, incluindo também um ramal ferroviário entre Foz do Iguaçu e Cascavel, e nove terminais de carga entre os dois estados.

A ferrovia aproveita o traçado atual da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, e moderniza a descida da Serra do Mar, cujo trecho usado atualmente foi construído ainda no século XIX. A previsão é movimentar, já no primeiro ano de funcionamento, até 40 milhões de toneladas por ano no chamado Corredor Oeste de Exportação, que vai até o porto, além de 10,6 milhões de toneladas anuais no terminal de Maracaju e 10 milhões de toneladas no de Cascavel.

Os terminais de carga estão previstos para serem instalados em Maracaju e Amambaí, no Mato Grosso do Sul e, no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Balsa Nova, Curitiba e no Porto de Paranaguá. São locais de grande zona de tráfego e de integração com outros modais logísticos, principalmente as rodovias.

Nos siga no Google Notícias