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Economia

Mesmo com reajuste, gasolina da Capital está entre as mais baratas em pesquisa

No ranking das capitais, Campo Grande perde apenas para São Paulo,, Cuiabá, Florianópolis e São Luiz

Por Ricardo Campos Jr. | 19/05/2018 16:12
Posto de gasolina em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio/arquivo)
Posto de gasolina em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio/arquivo)

Apesar dos reajustes impostos pela Petrobras durante a semana, Campo Grande tem uma das gasolinas mais baratas entre as capitais. Conforme pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), o preço médio desse produto na cidade é o quinto menor do país, calculado em R$ 4,05.

Nesse estudo, técnicos do órgão percorreram 88 postos em Mato Grosso do Sul entre os dias 13 e 19 de maio anotando os valores.

O município perde apenas para São Paulo (R$ 4,04), Cuiabá (4,036), Florianópolis (R$ 3,937) e São Luiz (R$ 3,774). Os combustíveis mais caros estão em Rio Branco (R$ 4,86), Rio de Janeiro (R$ 4,75), Fortaleza (R$ 4,58), Salvador (R$ 4,46) e Palmas (R$ 5,45).

A gasolina mais cara encontrada pela ANP em Campo Grande durante essa semana custava R$ 4,15. Esse foi o segundo menor teto identificado entre as capitais, perdendo apenas para São Luiz, onde o produto não passava dos R$ 3,89.

Já o mais em conta na Capital estava custando R$ 3,95. Esse foi o sétimo mais barato entre as capitais.

No estado, o preço médio da gasolina foi calculado em R$ 4,14 pela agência. Isso representa um aumento de 0,31% em relação à semana passada. O produto mais em conta não teve variação e estava sendo vendido por R$ 3,89 em Dourados. A mais cara, por sua vez, foi achada em Três Lagoas por R$ 4,69.

A política de preços adotada a partir de julho do ano passado pela Petrobras para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras se baseia no preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos mais os custos que os importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo, esclareceu a empresa.

Segundo ela, “a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”. O preço considera ainda uma margem que cobre eventuais riscos, como volatilidade do câmbio e dos preços.