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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/01/2014 17:35

Mortes no trânsito e restrição ao crédito reduzem vendas de motos

Zana Zaidan

A procura por motos caiu em 2013 em relação ao ano anterior, conforme a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), entidade que representa as concessionárias de veículos. De janeiro a novembro, as vendas em Mato Grosso do Sul apresentaram redução de 9,7% quando comparadas ao mesmo período de 2012. O rigor dos bancos para liberação de crédito e o elevado índice de mortes no trânsito explicam o resultado negativo para o setor.

Em 2013, no entanto, assim como em todo o Brasil, a queda foi acentuada no Estado: foram 20.928 motos vendidas até novembro contra 23.197 nos 11 meses de 2012, ainda segundo a Fenabrave. O impacto maior foi sentido em 2012, logo que teve início a medida de restrição de crédito, mas o setor aposta que, aos poucos, vai revertendo esta situação, explica a Fenabrave/MS sobre os números.


 

O gerente de uma concessionária da Honda afirma que a montadora vai produzir em 2014 esperando aumento de 10% nas vendas (Foto: Cléber Gellio)O gerente de uma concessionária da Honda afirma que a montadora vai produzir em 2014 esperando aumento de 10% nas vendas (Foto: Cléber Gellio)

O otimismo é reforçado pelo gerente de uma concessionária da Honda na Capital, Tomas Karl Boos. “Quando os bancos fecharam a torneira do crédito, de cada dez pedidos de financiamento, no máximo dois eram aprovados. Hoje, já são de quatro a cinco”, exemplifica.

O rigor passou a ser aplicado pelas financeiras depois que o índice de inadimplência disparou – chegou a 12% em 2011, caiu para 9% no ano seguinte e fechou 2013 com 7%. “A queda sucessiva também fez as montadoras apostarem na recuperação do setor, e a expectativa é terminar 2014 com aumento de 10% nas vendas”, aponta.

No entanto, os bancos fizeram a “lição de casa”, explica Boos. Hoje, consegue comprar uma moto a prazo quem, de fato, puder pagar. “Uma venda de qualidade, mais saudável para o mercado como um todo”, ressalta.

 

Com o nome limpo na praça, Luzia conseguiu aprovar o financiamento da moto para a neta (Foto: Cléber Gellio)Com o nome limpo na praça, Luzia conseguiu aprovar o financiamento da moto para a neta (Foto: Cléber Gellio)

Além do “nome limpo”, a cozinheira Luzia Maria Paganardi, 66 anos, tem bom histórico de pagamentos de prestações no comércio – fatores avaliados pelos bancos na hora deter o crédito aprovado – por isso, conseguiu financiar para a neta uma moto em 36 vezes sem entrada, uma exceção entre os compradores.

“Hoje, é preciso ter pelo menos entre 10% e 40% do valor da moto para dar de entrada, o que varia conforme o banco. Mas tudo é relativo porque será analisado o perfil de quem compra, se é um bom pagador, renda, residência e emprego fixo, entre outros”, justifica Boos.

Mortes no trânsito – Outro fator que justifica a queda nas vendas de motos são os elevados índices de mortalidade no trânsito. Até novembro, foram 358 acidentes com vítimas fatais no Estado – 83 deles somente na Capital – conforme a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) e 60% dos envolvidos estavam de moto.

 

“Tive moto e me envolvi em vários acidentes, machuquei o joelho. É prejuízo financeiro, ficar sem poder trabalhar e, no último deles, o mais grave, dei o basta. Comprei um carro e hoje não quero mais nem saber de moto”, conta o personal trainer, Bruno Vasconcelos, 26 anos.

Já a operadora de caixa Jéssica Paganardi, 22 anos, vai na direção contrária. “Não aguentava mais andar de ônibus. E dá para andar de moto, é só ter cuidado e juízo”, opina, mas assume que, em um ano pilotando, caiu ao passar por um buraco na rua. “Não vi, estava muito escuro. Mas só me ralei e ficou um dorzinha, então não foi tão grave assim”, acrescenta.

Boos, por sua vez, pondera que quem escolhe comprar uma moto precisa estar bem preparado e consciente de que “a moto é o elo mais frágil do trânsito” e não acredita que os índices de acidentes afastem compradores. “O piloto tem que saber conduzir de forma defensiva, e ter o dobro de responsabilidade de quem está de carro. E quem escolhe ter uma moto, compra pensando na economia com combustível, impostos e na desvalorização menor em relação ao carro”, conclui.

A Fenabrave deve divulgar hoje o balanço de vendas de veículos no Brasil em 2013, já com o fechamento do mês de dezembro. Em seguida, a entidade apresenta os números regionais.

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EDUCAÇÃO NÃO VEM COM A CNH!!...CADÊ NOSSAS ESCOLAS DESCENTES??
 
Paulenir de Barros em 06/01/2014 09:24:20
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