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Campo Grande, Sábado, 20 de Outubro de 2018

12/01/2009 12:41

MS ainda perde R$ 18 mi com ICMS do gás, avalia André

Redação

Mesmo depois de o governo brasileiro ter recuado e decidido aumentar o volume de gás importado da Bolívia, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), avalia que o Estado ainda perde R$ 18 milhões por mês com a diminuição na compra do produto pela Petrobras.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a anunciar o desligamento de praticamente todas as usinas termelétricas brasileiras e o corte da importação do gás boliviano de 30 milhões de m3 por mês para 19 milhões.

Entretanto, o governo recuou e decidiu reduzir para até 25 milhões de m3.

O corte havia sido feito porque, com as chuvas, os reservatórios das hidrelétricas estão cheios e não há necessidade de geração de energia pelas térmicas, que são mais caras e mais poluentes.

A redução no consumo do gás boliviano representaria uma economia de US$ 600 milhões para o Brasil. Lobão não soube dizer qual será a economia no novo cenário.

Durante entrevista nesta manhã, na Governadoria, André Puccinelli calculou que cada milhão de m3 que deixa de ser importado, e, portanto tributado em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), gera perda de R$ 3 milhões para o Estado.

Como a queda na importação do gás chega a 6 milhões de m3 por mês, Mato Grosso do Sul deixa de arrecadar R$ 18 milhões por mês.

André Puccinelli vai amanhã para Brasília, onde se reunirá com o ministro Edison Lobão para discutir o assunto.

O governador disse que alguns fatores podem minimizar esta perda. Entre eles, André citou o consumo de 270 mil m3 por mês pela VCP (Votorantin Celulose e Papel), empresa que começa a operar em maio em Três Lagoas.

André citou ainda a mineradora anglo-australiana Rio Tinto, de Corumbá, como potencial consumidora de gás. Entretanto, a empresa anunciou hoje que deve adiar a expansão de sua mina de ferro no município sul-mato-grossense, na qual tinha previsto investir US$ 2,1 bilhões. O motivo é a crise econômica.

O governador também anunciou nesta manhã que vai reunir seu secretariado em abril, para avaliar o cenário econômico do Estado. O encontro entre André e seu corpo técnico acontecerá trimestralmente.

"Vamos avaliar a arrecadação e ver se precisaremos tomar alguma medida, algum plano emergencial", afirmou o governador, citando que, pelo menos por enquanto, as obras estão garantidas.

Puccinelli lembrou ainda que, normalmente, no mês de janeiro, Mato Grosso do Sul arrecada de R$ 410 a R$ 420 milhões. Entretanto, neste mês, o valor estimado é de R$ 370 milhões.

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