MS tem 8º menor custo para instalação de energia solar do país
Estado registra média de R$ 2,33/Wp e está entre os mais competitivos do Brasil para implantação dos sistemas

Mato Grosso do Sul tem o oitavo menor custo para instalação de sistemas de energia solar do país, com média de R$ 2,33 por watt-pico (Wp), indicador que representa o valor pago por cada unidade de potência máxima instalada de um sistema fotovoltaico. Quanto menor esse índice, menor tende a ser o investimento necessário para implantar a estrutura e começar a produzir a própria eletricidade.
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Mato Grosso do Sul tem o oitavo menor custo de instalação de energia solar no país, com média de R$ 2,33 por watt-pico, segundo levantamento da Solfácil para o primeiro trimestre de 2026. Campo Grande é a terceira capital com maior potência instalada em geração distribuída fotovoltaica, com 482 MW. No Estado, a potência instalada chega a 1.844,5 MW em geração distribuída e 2.550,2 MW em geração centralizada.
É o que aponta levantamento da Solfácil Distribuidora, com base em dados do primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o último trimestre de 2025, o relatório mostra que houve variação positiva de 1% no custo médio de instalação no Estado, o que fez Mato Grosso do Sul perder uma posição no ranking nacional dos menores custos para implantação de sistemas fotovoltaicos.
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Conforme a pesquisa, apenas Acre (R$ 2,08/Wp), Rondônia (R$ 2,17/Wp), Amazonas (R$ 2,18/Wp), Paraíba (R$ 2,25/Wp), Alagoas (R$ 2,26/Wp), Mato Grosso (R$ 2,29/Wp) e Roraima (R$ 2,29/Wp) apresentam custo médio inferior ao de Mato Grosso do Sul para instalação desse tipo de sistema.
Destaque na geração
Campo Grande é a terceira capital do país com maior potência instalada de energia solar. Segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a cidade possui 482 MW de potência instalada em GDFV (Geração Distribuída Fotovoltaica).
A GDFV compreende sistemas de microgeração, de até 75 kW, e de minigeração, acima de 75 kW e até 5 MW, de energia solar fotovoltaica instalados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.
Somente Cuiabá (MT), com 494,4 MW, e Brasília (DF), com 580,5 MW, possuem, conforme a Absolar, potência instalada superior à da Capital sul-mato-grossense. Campo Grande aparece no ranking à frente de cidades maiores, como São Paulo, que ocupa a 10ª posição com 216 MW, e Rio de Janeiro, na 4ª colocação, com 372,6 MW.
Ainda no modelo de GDFV, Mato Grosso do Sul ocupa a décima posição no ranking nacional, com potência instalada de 1.844,5 MW, o que representa 3,8% do total do país.
Já em GC (Geração Centralizada), modalidade em que a energia é produzida em parques ou usinas solares fotovoltaicas conectadas diretamente ao sistema de transmissão, Mato Grosso do Sul ocupa a nona posição nacional, com potência instalada total de 2.550,2 MW. Desse total, 13,9 MW já estão em operação, 891 MW encontram-se em construção e 1.645,3 MW correspondem a projetos ainda não iniciados.
Segundo a Absolar, o Brasil possui potência instalada total de 266.718 MW em geração de energia, dos quais 70.338 MW são provenientes da fonte solar, responsável por 26,4% da matriz elétrica nacional.

