Campo Grande é a 3ª capital do País em potência instalada de energia solar
Cidade sul-mato-grossense soma 482 MW em geração distribuída e supera cidades maiores

Campo Grande é a terceira capital do país com maior potência instalada de energia solar. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a cidade possui 482 MW de potência instalada em GDFV (Geração Distribuída Fotovoltaica).
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Campo Grande é a terceira capital do Brasil com maior potência instalada de energia solar, com 482 MW em Geração Distribuída Fotovoltaica, ficando atrás apenas de Brasília (580,5 MW) e Cuiabá (494,4 MW), segundo a Absolar. O estado de Mato Grosso do Sul já registra excesso de geração em certos períodos, com carga líquida negativa de até 906 MW, sinalizando risco de restrições operacionais caso a infraestrutura não acompanhe o crescimento do setor.
O GDFV compreende sistemas de microgeração, de até 75 kW, e minigeração, acima de 75 kW e até 5 MW, de energia solar fotovoltaica implantados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.
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Somente Cuiabá (MT), com 494,4 MW, e Brasília (DF), com 580,5 MW, possuem, conforme a Absolar, potência instalada maior do que a da Capital sul-mato-grossense. Campo Grande aparece no ranking à frente de cidades maiores, como São Paulo, na 10ª posição, com 216 MW, e Rio de Janeiro, na 4ª posição, com 372,6 MW.
Ainda no modelo GDFV, Mato Grosso do Sul ocupa a décima posição no ranking nacional, com potência instalada de 1.844,5 MW, o que representa 3,8% do total do país.
Já em GC (Geração Centralizada), em que a energia é produzida em parques ou usinas solares fotovoltaicas conectadas diretamente ao sistema de transmissão, Mato Grosso do Sul ocupa a nona posição nacional, com potência instalada total de 2.550,2 MW. Desse total, 13,9 MW estão em operação, 891 MW em construção e 1.645,3 MW correspondem a projetos ainda não iniciados.
Segundo a Absolar, o Brasil possui potência instalada total de 266.718 MW em energia, sendo que a fonte solar responde por 26,4% da matriz elétrica nacional, com 70.338 MW.
Excesso de energia
Relatório do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) confirma que Mato Grosso do Sul já apresenta sinais de excesso de geração de energia em determinados períodos do dia, cenário que pode levar a restrições operacionais e até cortes na produção, caso a infraestrutura não acompanhe o crescimento do setor.
De acordo com o documento, o Estado tem registrado saldo exportador de energia, especialmente em horários de menor consumo. “O estado do Mato Grosso do Sul tem apresentado saldo exportador de energia em determinados cenários, especialmente nos períodos diurnos e de menor demanda”.
O relatório também destaca um fenômeno mais recente e sensível: o avanço da geração distribuída, como os sistemas solares instalados em telhados, que já supera o consumo local em determinados momentos do dia. Segundo o documento, há estados, incluindo Mato Grosso do Sul, em que “a geração distribuída já supera de forma consistente a carga atendida nas redes de distribuição”.
Na prática, isso significa que o Estado chega a injetar excedentes de energia no sistema nacional durante o dia. O próprio operador detalha que Mato Grosso do Sul registrou “carga líquida negativa [...] com valores mínimos de até 906 MW”, evidenciando o volume excedente.

