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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Maio de 2018

26/02/2010 10:24

Operadoras garantem que BB não tem o crédito mais barato

Redação

As operadoras de crédito consignado, impedidas por decreto estadual de fazer transações de empréstimo em folha para os servidores, garantem que o Banco do Brasil não é a instituição que trabalha hoje com a menor taxa de juros.

O decreto foi publicado no sábado de carnaval. Depois que a medida foi divulgada, servidores que tentaram renegociar dívidas de empréstimo consignado contraídas junto a outras instituições reclamaram de dificuldades.

Ontem, o governador André Puccinelli (PMDB) garantiu que o Banco do Brasil terá a menor taxa de juros do mercado. Se isso não acontecer, segundo ele, o servidor está "automaticamente liberado" para fazer a transação com outras instituições.

Entretanto, não é isso que rege o decreto. Ele limita a contração de empréstimo "à instituição detentora da folha de pagamento dos servidores", no caso, o Banco do Brasil.

Hoje, segundo o vice-presidente da Ascob/MS (Associação dos Correspondentes Bancários de Mato Grosso do Sul), a taxa de juros varia em média de 1.5% a 2% ao mês.

A reportagem do Campo Grande News detectou pelo menos dois bancos que possuem taxa de juros mais acessíveis que o Banco do Brasil.

Uma delas é o Banco Oboé, que cobra 1.6% ao mês, quando as parcelas são pagas até 12 meses. Nesta mesma modalidade, o Banco do Brasil oferece taxa de 1.67%.

O banco Daicoval dispõe de juros ainda mais atrativos. Na tabela flex, oferecida aos servidores do Estado, a taxa fica em 1.5% ao mês.

Hoje de manhã representantes da Ascob/MS estiveram reunidos com o deputado estadual Paulo Duarte (PT), na tentativa de encontrar uma solução para o problema.

O parlamentar ingressou no dia 23 no Ministério Público com uma ação questionando o decreto do governo.

O vice-presidente da associação informou que pelo menos 2 mil pessoas sobrevivem deste ramo em todo o Estado. Se houver a restrição, muitas demissões poderão acontecer.

Hoje, pelo menos 40% do movimento destas financeiras depende do empréstimo consignado para o servidores. Mais de 150 lojas de crédito operam em todo o Mato Grosso do Sul.

De acordo com o sindicalista, se a entidade não conseguir sensibilizar o governo, promete ir às ruas em protesto.

Mato Grosso do Sul possui hoje cerca de 63 mil servidores. Pelo menos 60% já contraíram empréstimo consignado em folha.

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