A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

08/03/2010 13:42

Participação da mulher no mercado de trabalho atinge 40%

Redação

Em oito anos, entre 2000 e 2008, a participação das mulheres no mercado de trabalho formal em Mato Grosso do Sul passou de 36% para 40%, segundo levantamento realizado pelo Sebrae/MS. O estudo denominado "A Mulher e o Mercado de Trabalho no Mato Grosso do Sul" constatou que a maior variação, de 200%, ocorreu na construção civil e na indústria.

Dos 500 mil empregos formais no Estado, os homens representam 64% dos trabalhadores com carteira assinado. As mulheres somam 198 mil trabalhadoras, sendo a maior parte no setor do comércio varejista de vestuário, acessórios, calçados, padarias, laticínios e mercadorias em geral, hospitais, confecção de peças de vestuário, limpeza de prédios e domílios, buffet e serviço de comida preparada.

Entretanto, ao longo dos anos, os setores que registraram maior variação foram o da construção civil e o da indústria, com mais de 200% de aumento na participação feminina, entre os anos de 2000 e 2008. No comércio, a participação delas dobrou, no setor agropecuário subiu 91,46% e no de serviços 64,16%.

"Se compararmos com a participação masculina no mercado, na indústria, por exemplo, o percentual de homens contratados aumentou bem menos que das mulheres, apenas 83%", afirmou o coordenador da pesquisa, Marcílio Moreira.

O estudo também comparou os anos de 2007 e 2008, com base no CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas). Das 550 atividades que geram emprego em Mato Grosso do Sul, em 342 setores, ou seja, em 62% das funções, houve aumento das mulheres contratadas.

E mesmo quando as portas do mercado de trabalho formal se fecham, de acordo com o levantamento, as mulheres procuram formas para ter seu trabalho.

Dentre os empresários informais 63% são mulheres, acima dos 40 anos, com baixa escolaridade, com dificuldades de acesso ao emprego. "As mulheres estão sempre buscando uma maneira de gerar renda para sua família. Se o emprego formal não vier, ainda assim elas encontrarão alguma atividade que poderão exercer por conta própria", diz.

Se aumentou a inserção das mulheres no mercado de trabalho formal, também cresceu o número de oportunidades de negócios para atender às novas necessidades de quem busca mais tempo para se dedicar ao lar e aos cuidados pessoais, é o que aponta o estudo. "A mulher moderna quer mais momentos para si e para sua família. Então, elas vão buscar empresas que facilitam sua vida", diz Marcílio.

Dentre os principais produtos e serviços procurados pelas trabalhadoras estão as lavanderias, os restaurantes, a comida pré-pronta, serviços de entregas em geral e serviços e produtos que tratam da beleza feminina. Mas, segundo Marcílio, não basta apenas ter o produto ou o serviço.

"As empresas precisam saber comunicar o seu produto para este cliente. Mostrar para elas de que maneira este negócio pode facilitar sua vida e em quais aspectos", afirma.

Dólar fecha em queda, cotado a R$ 3,71, de olho no cenário eleitoral
O dólar fechou a sexta-feira (19) em queda com o mercado ainda acompanhando o cenário eleitoral. A moeda caiu 0,26%, vendida a R$ 3,7125. Na semana, ...
Preço da gasolina cai 2% nas refinarias a partir de amanhã
A Petrobras anunciou hoje (19), em sua página na internet, que o preço do litro da gasolina ficará 2% mais barato em média nas refinarias de todo o p...
Índice que reajusta aluguel acumula inflação de 10,88% em 12 meses
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,97% na segunda prévia de outubro. A taxa é inferior ao 1...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions