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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

14/08/2019 18:08

Prefeito admite mudança no pagamento de plantão por “dificuldade financeira”

Profissionais da saúde recebiam pelo serviço juntamente com o salário, no 5º dia útil

Tainá Jara
Prefeito, Marquinhos Trad, falou de queda na arrecadação em agenda pública, na tarde desta quarta-feira (Foto: Divulgação/PMCG)Prefeito, Marquinhos Trad, falou de queda na arrecadação em agenda pública, na tarde desta quarta-feira (Foto: Divulgação/PMCG)

O prefeito Marcos Trad reconheceu que a separação do pagamento do salário, repassado no 5º dia útil de cada mês, dos plantões dos profissionais da saúde foi adotada por dificuldades financeiras do município. A estratégia é uma forma de reorganizar o recurso utilizado para bancar a folha de pagamento de R$ 130 milhões conforme o fluxo de caixa.

Em agenda pública na tarde desta quarta-feira, o prefeito explicou que a medida surgiu diante da diminuição de repasses da União e da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). "Primeiro, porque a lei permite (a mudança). Segundo porque nós estamos em dificuldade financeira sim!”.

Conforme o prefeito, enquanto havia condições de pagar o custo do serviço junto com o salário, o município fazia. Com a adequação, os médicos e enfermeiros vão receber os plantões três a quatro dias depois do salário. Em agosto, os servidores já receberam desta forma no novo cronograma os serviços prestados durante o mês passado.

Arrecadação - Em maio deste ano, o ICMS tinha registrado queda na arrecadação de quase R$ 50 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.

Inadimplência é desafio em relação ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Até o primeiro semestre, 46% dos contribuintes não estavam em dia com o município.

A situação foi amenizada com a realização do PPI (Programa de Pagamento Incentivado), o Refis, realizado desde de julho deste anos. Até o dia 12 de agosto, foram negociados R$ 21,7 milhões em 40 dias. A meta inicial era de R$ 12 milhões.

Com a prorrogação do serviço até 10 de setembro, aprovada pela Câmara Municipal, o município pretende chegar a R$ 30 milhões. Além do IPTU, o programa negocia tributos, como ISS (Imposto sobre Serviços) e ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Móveis). A dívida ativa município é de R$ 2,2 bilhões.

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