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Economia

Preocupação com gastos e quilos a mais reduz pedidos de delivery

Enquete revela que 59% das famílias evita o delivery, mas 41% prefere pedir comida

Por Caroline Maldonado | 17/10/2021 11:47
Empresário Valter Antonio Ferreira Colman comendo lanche, que pediu por delivery. (Foto: Caroline Maldonado)
Empresário Valter Antonio Ferreira Colman comendo lanche, que pediu por delivery. (Foto: Caroline Maldonado)

Um ano e seis meses de pandemia trouxeram gastos e quilos extras para muita gente. Motoentregadores e fãs de fast food admitem que a população está fugindo do delivery por motivos óbvios, mas isso não tem sido fácil. É preciso criar estratégias para frear o peso na balança e economizar.

Nesta semana, o Campo Grande News perguntou “sua família tem se alimentado mais no sistema delivery?” e 59% responderam que não. Ou seja, 41% ainda preferem o delivery. A votação equilibrada reflete o dilema do campo-grandense.

Com seis quilos a mais vindos com a pandemia, fanático por fast food assumido, o empresário Valter Antonio Ferreira Colman, de 31 anos, chegou a gastar R$ 70 por dia com comida nos últimos meses. Ele ensina como faz para gastar menos e segurar o peso, sem abandonar o delivery.

Proprietário do restaurante Tempero Lima, no Bairro Estrela do Sul, Thiago de Lima Cabreira. (Foto: Kísie Ainoã)
Proprietário do restaurante Tempero Lima, no Bairro Estrela do Sul, Thiago de Lima Cabreira. (Foto: Kísie Ainoã)

A estratégia para não engordar ainda mais, mesmo pedindo delivery nesse momento de “quase pós-pandemia”, é comer saudável no almoço e economizar na janta. Calma, que o Valter explica melhor:

“O jeito é pedir marmita no almoço, porque têm opções mais light, com salada, e deixar o lanche para o jantar, porque à noite, as opções mais saudáveis são mais caras", explica.

Valter conta que, no Centro, um marmitex com churrasco no almoço custa em torno de R$ 20. No jantar, a mesma marmita sai a R$ 50. "Então, a noite tenho que pedir lanche, que é mais gorduroso, porém custa menos”, conclui.

Pessoas ainda mais esforçadas que Valter fizeram as entregas diminuírem nos últimos meses em Campo Grande. O proprietário do restaurante Tempero Lima, no Bairro Estrela do Sul, Thiago de Lima Cabreira, de 36 anos, confirma que o movimento diminuiu.

Recepcionista Thais Padilha, fazendo pagamento com cartão ao receber entrega de marmitex. (Foto: Kísie Ainoã)
Recepcionista Thais Padilha, fazendo pagamento com cartão ao receber entrega de marmitex. (Foto: Kísie Ainoã)

“Criamos o restaurante na pandemia só para fazer delivery. Agora, a coisa mudou e 60% são vendidos por delivery, mas 40% é consumido aqui. Temos preços diferentes para entrega, retirada e consumo no local. Ainda têm as pessoas solteiras, idosas ou que não querem cozinhar e fazem pedidos, mas quem quer economizar, retira ou come aqui”, conta Thiago.

Na hora do almoço, uma das entregas do restaurante é para a recepcionista Thais Padilha, de 20 anos. Ela também engordou durante a pandemia e põe a culpa no delivery, mas o que pesa na consciência mesmo é o gasto.

"Tive que diminuir os pedidos por causa da fatura do cartão. Faço comida em casa para trazer ao trabalho. Só quando não dá mesmo que eu peço marmita", comenta.

Motoentregador do restaurante Tempero Lima, fazendo entrega no Bairro Coronel Antonino, na Capital. (Foto: Kísie Ainoã)
Motoentregador do restaurante Tempero Lima, fazendo entrega no Bairro Coronel Antonino, na Capital. (Foto: Kísie Ainoã)


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