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Economia

Prestes a ser reativada, termelétrica vai servir de "socorro" diante de crise

Usina William Arjona, em Campo Grande, foi comprada pelo grupo Delta em 2019

Por Marta Ferreira | 16/06/2021 17:47
Usina William Arjona, em Campo Grande, que será colocada em operação novamente ainda este mês.(Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Usina William Arjona, em Campo Grande, que será colocada em operação novamente ainda este mês.(Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Há mais de quatro anos paralisada, a usina termelétrica William Arjona, localizada em Campo Grande, está prestes a ser reativada. A planta, movida a gás natural, poderá servir de socorro à rede elétrica em ano de previsão de crise no abastecimento das hidrelétricas, por causa da estiagem.

Informações levantadas pela reportagem dão conta que vai ser cumprida a previsão dada pela Delta Engenharia em abril, de colocar a usina de novo em operação antes do fim do primeiro semestre de 2021, portanto ainda este mês. A solenidade para marcar a iniciativa tem previsão de participação do ministro das Minas e Energia, Bento Alburquerque.

Situada na saída para Sidrolândia, na região oeste de Campo Grande, a estrutura tem capacidade instalada para gerar 200 MW. Isso equivale  a quase 20% da média de consumo de energia para todo o Mato Grosso do Sul.

A Willian Arjona foi comprada em 2019 pela Delta Energia. Foi o primeiro investimento na área do grupo. A empresa também opera planta de biodiesel em Rio Brilhante, distante 160 quilômetros de Campo Grande.

Segundo divulgado à época da aquisição, para colocar a termelétrica em funcionamento eram necessários 1,2 milhão de metros cúbicos por dia do combustível, vindo do gasoduto Brasil-Bolívia.

Em abril deste ano, executivos da Delta se reuniram com representantes da Agepan (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados) e da MSGás para tratativas em torno do reinício da operação.

Com a entrada em atividade novamente, a usina entra no radar do ONS (Operador Nacional do Sistema), que regula toda a distribuição do País em energia elétrica. Usualmente, as termelétricas são acionadas como suporte, caso seja necessário.

A estrutura de produção de força elétrica foi a primeira do tipo a usinar combustível do gasoduto Bolívia-Brasil, em 1999.  

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