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Lado Rural

Rally da Safra chega a MS domingo e percorre lavouras de soja até dia 5

Levantamento começa pela região norte, onde produção deve ser alta, e termina no sul, afetado pela estiagem

Por Helio de Freitas, de Dourados | 28/01/2022 10:15
Técnicos da expedição durante levantamento em lavoura de soja em Goiás (Foto: Eduardo Montsou)
Técnicos da expedição durante levantamento em lavoura de soja em Goiás (Foto: Eduardo Montsou)

O Rally da Safra, expedição que percorre lavouras de soja para avaliar as condições de produção da principal oleaginosa cultivada no País chega a Mato Grosso do Sul no domingo (30). Segundo a assessoria da expedição, o levantamento será concluído amanhã no sudoeste de Goiás e no dia seguinte as equipes chegam a Chapadão do Sul (a 331 km de Campo Grande).

Em MS, a expedição permanece até o dia 5 de fevereiro. Depois de Chapadão, passa por Campo Grande na segunda-feira, Dourados na terça, Ponta Porã na quarta, Naviraí na quinta, volta a Dourados na sexta e termina sábado (5) na Capital.

Conforme a assessoria do Rally, as lavouras na região norte de MS estão em boas condições, com possibilidade de registrar recorde de produtividade. Na região sul, no entanto, especialmente a partir de Dourados, houve quebra de quase 17 sacos na produtividade média por hectare devido à seca e ao tempo quente desde o fim de novembro.

Segundo os especialistas da área, a perda é irreversível e afetou o potencial produtivo das lavouras. Organizadora do Rally da Safra, a A Agroconsult baixou a estimativa de produtividade de Mato Grosso do Sul para 48,5 sacas por hectare, 17% inferior à safra anterior.

Segundo André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, nas regiões mais afetadas pela estiagem só a regularização da chuva pode evitar prejuízos ainda maiores.

O Rally da Safra coleta amostras e levanta informações sobre as áreas colhidas a partir de metodologia de contagem, pesagem e medição de umidade dos grãos paras determinar a produtividade das lavouras. “As avaliações de campo vão proporcionar um retrato mais preciso sobre o potencial da soja brasileira”, afirma Debastiani.

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