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Campo Grande, Sábado, 21 de Outubro de 2017

01/06/2014 11:19

Reclamações de banda larga caem, mas agora a internet móvel preocupa

Viviane Oliveira
Cada vez mais o consumidor está insatisfeito com os serviços de internet móvel e banda larga, diz o superintendente do Procon, Alexandre Rezende. (Foto: Helton Verão/arquivo) Cada vez mais o consumidor está insatisfeito com os serviços de internet móvel e banda larga, diz o superintendente do Procon, Alexandre Rezende. (Foto: Helton Verão/arquivo)

A insatisfação dos clientes de serviços de internet banda larga, móvel e de TV por assinatura, aumenta a cada dia. Cobrança indevida é a principal reclamação, em segundo lugar surgem os problemas com o contrato e em terceiro, o sinal ruim. Tanto as operadoras quanto a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), conhecem as falhas, no entanto, não apresentam soluções na maioria das vezes.

Só no Procon (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor) de janeiro a abril deste ano o serviço de internet banda larga teve 47 reclamações, 25% a menos que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 66. Porém, a redução não significa a melhora do serviço. Cada vez mais os clientes estão descontentes com as operadoras, diz o superintendente do Procon, Alexandre Rezende.

Segundo ele, a redução nas queixas está ligada ao aumento do acesso a internet móvel, via celular, por exemplo, outro motivo de insatisfação que tem preocupado o órgão de defesa do consumidor. “Tem operadora que não consegue fornecer com qualidade a tecnologia 3G e ainda consegue autorização da Anatel para operar a 4G, claro que o serviço será de péssima qualidade”, explica. Só neste ano já foram registradas pelo menos 43 queixas só de clientes insatisfeitos com o serviço de internet móvel.

O estagiário Leonardo Barbosa, 23 anos, tem problema com o serviço toda vez que precisa acessar a internet pelo celular. Além de ter que ficar aguardando sinal, a operadora cobra diariamente o acesso, mesmo quando o serviço não é utilizado. “Ainda não procurei o Procon, mas toda vez que passo por esta situação penso em agir juridicamente para o problema ser resolvido”, diz. Ele já ligou várias vezes para a operadora e em todas as situações escutou uma explicação diferente da outra.

Alexandre explica que as empresas acabam vendendo mais do que tem capacidade de atender. Desta forma, não conseguem cumprir o que prometem. “As operadoras querem vender e não se importam com a qualidade do serviço e o pior é que elas têm o aval da Anatel”, destaca.

O bancário Carlos Alberto Patay, 53 anos, contratou há 6 meses serviço de internet banda larga e descobriu há pouco mais de uma semana que recebia apenas 4 mega dos 30 contratados. “Só descobri depois que comprei uma Smart TV e ela não funcionava porque a velocidade estava abaixo do mínimo recomendado. Consultei um site para medir a qualidade e constatei que recebia muito menos”, reclama. Ele entrou em contato com a Anatel depois de tentar resolver com a operadora, mas até agora aguarda uma solução.

O coordenador de infraestrutura Charles Luz explica que, antes de fechar o contrato, a operadora deve informar ao cliente a velocidade compatível para a região. “São vários fatores que explicam o problema na velocidade, no entanto a empresa deve resolver o problema”, destaca.

O mesmo acontece com o serviço de TV por assinatura. Este ano, 110 clientes já reclamaram do serviço no Procon. Todo mês, informa Alexandre, o órgão encaminha para a Anatel comunicado de todas as reclamações. “Cobrança indevida e cancelamento de contrato, sem nenhum tipo de ônus, nós resolvemos no órgão mesmo. Mas tem serviço que a solução depende da operadora, como por exemplo, a qualidade”, justifica.

Reclamação - A Anatel recomenda que o usuário primeiro entre em contato com a sua operadora e anote o número de protocolo de atendimento. Se a prestadora não resolver no prazo de 5 dias úteis, a pessoa deve entrar em contato com a agência pelo telefone 1331, ou pelo site http://www.anatel.gov.br/ no ícone fale conosco. Em Campo Grande, o órgão fica na rua 13 de Junho, nº 1233.

As operadoras que não cumprirem as metas estão sujeitas a penalidades administrativas, que incluem advertência, suspensão temporária de serviço e multas.

Quem quiser saber se está recebendo a mesma velocidade que contratou pode medir o serviço pelos sites: http://www.brasilbandalarga.com.br/ / http://www.minhaconexao.com.br/ ou http://speedtest.copel.net/.

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