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Economia

Recursos do FCO para 2017 serão 64% maior e vão somar R$ 2,24 bilhões

Por Priscilla Peres | 07/12/2016 14:43
Reunião aconteceu nesta manhã, em Brasília. (Foto: Sudeco)
Reunião aconteceu nesta manhã, em Brasília. (Foto: Sudeco)

Mato Grosso do Sul terá R$ 2,24 bilhões em recursos para o FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) em 2017. O aumento de 64% no montante foi pleiteado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e anunciado hoje, durante a 7ª Reunião do Conselho Deliberativo Centro-Oeste (Condel/Sudeco).

Do montante total, metade é destinado ao agronegócio e a outra metade para a indústria. Apesar do aumento ser positivo para os empresários, este ano o Estado esbarrou na burocracia e até o início deste mês ainda haviam R$ 574 milhões disponíveis, dos R$ 1,360 bilhão para o ano.

“É uma conquista muito significativa para Mato Grosso do Sul, pois auxilia em nosso trabalho de atração de novos empreendimentos. Não foi somente o aumento no valor do recurso destinado ao Estado, mas um série de mudanças nas regras de financiamento que vão beneficiar o setor rural e empresarial”, disse o governador que está em Brasília.

Durante a reunião, o governador também pediu a redução na taxa de juros do FCO e disse que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles entendeu a solicitação. “Fizemos um apelo ao ministro, juntamente com os demais governadores e bancada e ele se mostrou sensibilizado”, afirmou.

Para ele, a redução da taxa de juros vai tornar o Estado mais atrativo, resultando em mais projetos de investimento. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, as mudanças que foram apresentadas à Sudeco e validadas pelo Conselho “terão um impacto relevante na captação de mais empreendimentos”,

Entre as mudanças está a desvinculação de insumos e estoque nos empréstimos de capital de giro, possibilitando o uso para quitar despesas, inclusive de folha de pagamento, além da extensão dessa modalidade para grandes empresas (não somente micro, médias e pequenas). Essa alteração já está em vigor a partir deste mês.

Além disso, foi incluída a possibilidade de financiamento de projetos para a retenção de matrizes suínas e a ampliação do percentual de repasse do Banco do Brasil, de 7% para 10% ao BRDE, agências de fomento e cooperativas.

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