ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, QUINTA  06    CAMPO GRANDE 20º

Economia

Sebrae e governo lançam linha de crédito emergencial de R$ 204 milhões

Medida deve atingir ao menos 3 mil negócios de Mato Grosso do Sul atingidos diretamente com a pandemia da covid-19

Por Gabriel Neris | 01/07/2020 17:56
Linhas de crédito foram anunciadas em entrevista coletiva (Foto: Paulo Francis)
Linhas de crédito foram anunciadas em entrevista coletiva (Foto: Paulo Francis)

O Sebrae e o governo anunciaram na tarde desta quarta-feira (1o), em Campo Grande, a abertura de duas linhas de crédito emergencial direcionadas aos micro e pequenos negócios. Uma delas, em parceria com o Banco do Brasil, é de R$ 204 milhões, com teto de R$ 100 mil por CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e carência até 31 de dezembro.

A medida deve atingir ao menos 3 mil negócios de Mato Grosso do Sul atingidos diretamente com a pandemia da covid-19.

O pacote é referente às linhas FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) – Capital de Giro Emergencial e Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), do Banco do Brasil; e GiroCaixa Pronampe, da Caixa Econômica Federal.

Durante a apresentação, o titular da Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, a pandemia teve efeito direto na economia do Estado. “A ordem do impacto é serviços, comércio e turismo. Indústria e agro tiveram impactos menores”, apontou.

“Essas empresas precisam do fluxo de capital de giro. Essa é a essência dos que estamos discutindo. Temos um fundo garantidor. O banco que vai assumir e através dele vai minimizar o risco e consequentemente atingir o maior número de empresários”, aponta Verruck.

O superintendente do Banco do Brasil no Estado, Sandro Grando, destacou que serão oito meses de carência. “O cliente para ter acesso precisa ter uma carta da Receita Federal com limitação de 30% do faturamento da receita. Quem pode ter acesso: empresas que faturaram R$ 4,8 milhões em 2019. Na primeira onda estamos atendendo quem fatura até R$ 360 mil na receita”.