CNPq abre edital de até R$ 250 mil por projeto e recebe propostas até agosto
São R$ 300 milhões a pesquisas em todas as áreas para Norte, Nordeste e Centro-Oeste
O CNPq está com inscrições abertas até 3 de agosto para a chamada Universal de apoio à pesquisa científica, tecnológica e de inovação. O edital aceita propostas de qualquer área do conhecimento, sem recorte temático, e prevê financiamento de até R$ 250 mil por projeto, dependendo da faixa de enquadramento.
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O CNPq abriu inscrições até 3 de agosto para a Chamada Universal de apoio à pesquisa científica e de inovação, com R$ 300 milhões disponíveis para projetos de qualquer área do conhecimento. O financiamento chega a R$ 250 mil por projeto, dividido em três faixas conforme o perfil do pesquisador. Um terço dos recursos será destinado às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para reduzir desigualdades históricas no financiamento científico nacional.
Ao todo, a chamada soma R$ 300 milhões em recursos. Desse montante, R$ 200 milhões vêm do FNDCT, vinculado ao MCTI, e o restante é do próprio CNPq.
O edital também prevê uma distribuição regional de recursos, com cerca de um terço do total destinado a projetos de instituições localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em uma tentativa de reduzir a concentração histórica de financiamento no Sul e Sudeste.
A chamada é dividida em três faixas. A primeira é voltada a pesquisadores mais jovens, com doutorado concluído a partir de 2016, e permite projetos de até R$ 243,5 mil, com possibilidade de bolsas de iniciação científica ou pós-doutorado. A segunda faixa atende pesquisadores na mesma condição de formação, mas já com vínculo formal com instituições, sem possibilidade de bolsa para o próprio proponente.
Já a terceira faixa é destinada a pesquisadores com carreira consolidada, com doutorado concluído até 2015, e prevê projetos de até R$ 250 mil, com exigência de equipes maiores e participação de ao menos duas instituições de pesquisa.
Segundo o CNPq, a chamada Universal é uma das principais portas de entrada para o financiamento científico no país e busca dar previsibilidade ao pesquisador, em um cenário de alta competitividade por recursos públicos.


