Da sala de aula ao mundo: alunos da Reme levam arte sustentável à COP15
Produções inspiradas em espécies migratórias mostram força da educação pública da Capital

Campo Grande chega à COP15 com um diferencial que vai além da representação institucional: a voz criativa de seus estudantes. Cerca de 175 alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) estão tendo a oportunidade de ver seus trabalhos ultrapassarem os muros da escola e alcançarem visibilidade internacional durante a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, realizada entre os dias 23 e 29 de março.
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A participação coloca em evidência não apenas o envolvimento das unidades escolares, mas o potencial transformador da educação pública da Capital, que conecta aprendizado, consciência ambiental e protagonismo estudantil em um dos maiores fóruns globais sobre biodiversidade.
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Na Escola Municipal João Evangelista Vieira de Almeida, na Vila Almeida, o impacto dessa experiência já é sentido na prática. Para o estudante Pedro Henrique da Silva Vieira Machado, de 12 anos, o projeto despertou um novo olhar sobre o meio ambiente e o papel de cada um na preservação. “Foi muito bom saber o que podemos fazer para proteger as espécies migratórias e conhecer mais sobre os peixes da nossa região. Foi gratificante criar esculturas e móbiles com materiais que iriam para o lixo”, relata.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e integra o currículo transversal da rede, consolidando a educação ambiental como eixo permanente de formação. Na prática, o modelo leva temas globais para dentro da sala de aula, aproximando o conteúdo da realidade dos alunos e dos desafios contemporâneos.
Os trabalhos apresentados na COP15 nascem desse processo interdisciplinar. Em Ciências, os estudantes discutem aquecimento global e efeito estufa; em Geografia, analisam corredores ecológicos e queimadas no Pantanal; e, em Arte, transformam conhecimento em expressão por meio de esculturas em papel machê e móbiles produzidos com materiais recicláveis.
Mesmo sem a presença física dos alunos no evento — restrito a delegações internacionais —, as produções cumprem um papel simbólico importante. Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação e Sustentabilidade da COP15, Juliana Jorge, a exposição funciona como uma vitrine da educação municipal.
“Esses trabalhos levam para o cenário global o que já está sendo construído dentro das escolas. É uma forma de mostrar que existe um movimento consistente de formação ambiental acontecendo na rede”, destaca.
Mais do que uma participação pontual, a mobilização revela um esforço contínuo. Alunos, professores e gestores se engajam em práticas que vão além do conteúdo formal, reforçando o compromisso de Campo Grande com uma educação conectada ao futuro e à sustentabilidade.
Além da Escola João Evangelista Vieira de Almeida, também participam da iniciativa as escolas municipais Professor Licurgo de Oliveira Bastos, na Vila Nasser, e Elpídio Reis, na Mata do Jacinto — ampliando o alcance de uma ação que transforma aprendizado em consciência e coloca a Capital no mapa global da educação ambiental.

