MS tem ao menos 13 sites falsos que prometem desconto no IPVA
Golpe usa páginas que imitam órgãos oficiais e leva motoristas a pagar imposto por Pix
Motoristas de Mato Grosso do Sul são alvo de um golpe que usa ao menos 13 sites falsos para prometer desconto no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Criminosos criaram páginas que imitam portais oficiais e induzem o pagamento imediato por Pix. O esquema veio à tona em janeiro, após mapeamento da empresa de segurança digital Kaspersky.
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Treze sites falsos que prometem descontos no IPVA foram identificados em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento da empresa de segurança digital Kaspersky. Os criminosos criam páginas que imitam portais oficiais e induzem pagamentos via Pix, usando dados reais dos veículos para ganhar a confiança das vítimas. O golpe, que também atinge outros quatro estados, utiliza links distribuídos por e-mail, SMS e redes sociais. Após o pagamento, o dinheiro é transferido para contas de terceiros em bancos digitais, dificultando o rastreamento. Especialistas recomendam utilizar apenas canais oficiais do governo para pagamento de tributos.
Segundo a empresa para a Folha de S.Paulo, os sites falsos também atingem contribuintes de outros quatro estados, mas usam adaptações locais para enganar motoristas sul-mato-grossenses. As páginas copiam visual e linguagem de órgãos como Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e Sefaz (Secretaria da Fazenda). O objetivo é criar aparência de sistema oficial.
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As vítimas costumam acessar os sites por links enviados por e-mail, SMS (Short Message Service), anúncios em redes sociais ou resultados patrocinados em buscadores. Ao entrar na página, o motorista informa o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) e visualiza dados reais do veículo, como modelo e ano. Essa etapa reforça a confiança no falso serviço.
Na sequência, o site oferece quitação do IPVA com descontos que não existem e exige pagamento por Pix via QR Code. Após a transferência, o valor segue para contas de terceiros em bancos digitais e se dispersa rapidamente. O processo dificulta o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
“Os criminosos adaptam os sites conforme o estado da vítima, usando siglas e termos locais para parecerem oficiais”, afirmou Fabio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina. Ele orienta que o contribuinte acesse apenas os canais oficiais do governo estadual para pagar tributos. A recomendação inclui atenção ao endereço eletrônico e ao nome do destinatário do Pix.


