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Educação e Tecnologia

Sem data para voltar, professores esperam resposta da reitoria

Adufms pediu reunião com reitor para negociar calendário acadêmico, mas não obteve retorno

Por Jéssica Fernandes | 24/06/2024 09:03
Paliteiro da UFMS, na Cidade Universitária, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)
Paliteiro da UFMS, na Cidade Universitária, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

A  volta às aulas na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) ainda está sem data definida. Os docentes previam retornar no dia 1º de julho, mas a Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) ainda não tem previsão de quando se reunirá com a reitoria da instituição para discutir e aprovar o calendário acadêmico.

A presidente da Adufms, professora Mariuza Guimarães explica que para o retorno é necessário ter um calendário de reposição institucional e que o mesmo precisa ser negociado com a gestão, mas até agora a reitoria não deu resposta. “Queremos que este calendário seja negociado com a gestão. Para isto pedimos a reunião com a reitoria no dia 14.06, agenda para a qual não recebemos retorno ainda”, diz.

Enquanto seguem sem devolutiva da reitoria, a Adufms protocolou nesta segunda-feira (24) um ofício com a proposta do Comando de Greve. Ainda nesta manhã, o Comando de Greve se reúne para organizar os demais procedimentos para o retorno organizado das atividades. O que for definido hoje será homologado na terça-feira (24) durante a assembleia.

Após nove semanas de paralisação, os professores da UFMS aprovaram no dia 19 a saída coletiva da greve. Agora, o próximo passo, conforme Mariuza, é garantir que o calendário não prejudique nenhuma das partes. “É preciso garantir o direito dos grevistas e também o direito dos estudantes a carga horária correspondente e com qualidade”, afirma.

A greve começou oficialmente no dia 1º de maio e contou com o apoio de até 68% dos 1.496 professores efetivos da UFMS. A última greve nas universidades aconteceu em 2015, quando a paralisação começou em 15 de junho e seguiu até 14 de outubro, com 4 meses sem aulas. A anterior, em 2012, durou 90 dias.

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