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Educação e Tecnologia

Unidades da UFMS podem ganhar internet por medida da Anatel

Iniciativa obriga operadoras a conectar instituições públicas; ativação deve ocorrer em até seis meses

Por Ketlen Gomes | 16/02/2026 17:33
Unidades da UFMS podem ganhar internet por medida da Anatel
Candidatos durante concurso da UFMS em Campo Grande; instituição pode se beneficiar de decisão da Anatel. (Foto: Osmar Veiga)

Algumas unidades da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) estão entre as 118 instituições públicas que poderão receber conexão à internet por meio de medida inédita aprovada pelo Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A iniciativa determina que grandes operadoras garantam o serviço como forma de cumprimento de sanções administrativas.

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A Anatel aprovou medida que permitirá que 118 instituições públicas recebam conexão à internet por meio de grandes operadoras, como forma de cumprimento de sanções administrativas. Em Mato Grosso do Sul, seis unidades da UFMS estão na lista de possíveis beneficiadas. A iniciativa envolve as operadoras Telefônica, Claro, TIM e Sky, com multas que somam R$ 29 milhões. As empresas terão 60 dias para escolher as unidades e deverão implantar a conexão em até seis meses, mantendo o serviço por três anos onde houver infraestrutura disponível.

No Estado, podem ser contempladas a BEP (Base de Estudos do Pantanal), em Corumbá; a Fazenda Escola, em Terenos; a Unidade I e a Unidade III do Campus de Aquidauana; a Unidade I do Campus de Três Lagoas; e a Unidade III do Campus de Corumbá, todas vinculadas à UFMS.

A decisão envolve as operadoras Telefônica, Claro, TIM e Sky e resulta da conversão de multas aplicadas em quatro processos, que somam mais de R$ 29 milhões. Segundo a agência, as prestadoras terão prazo de 60 dias para indicar quais unidades da lista serão atendidas.

Após a definição, a conexão deverá ser implantada em até seis meses e mantida por três anos quando houver infraestrutura disponível. Nos casos em que não houver rede instalada, as empresas terão até um ano para construir o backhaul, com manutenção do serviço por dois anos e meio.

De acordo com a Anatel, a medida busca ampliar a conectividade em instituições públicas ainda não atendidas pela RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), responsável por fornecer internet de alta velocidade, bases de dados e serviços acadêmicos a universidades e institutos federais.

A lista inicial inclui campi, fazendas-modelo, laboratórios e colégios de aplicação e pode ser ampliada nas próximas semanas após análise de novas informações enviadas por instituições de ensino.

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