A venda do Consórcio Guaicurus vai melhorar o transporte coletivo da Capital?
Negociação com grupo de Goiás abre expectativa de renovação da frota e melhorias
A venda do Consórcio Guaicurus vai melhorar o transporte coletivo em Campo Grande? A anunciada venda das empresas que formam o Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade abre um novo capítulo no transporte coletivo de Campo Grande. A mudança, porém, ainda não representa melhora imediata para quem depende dos ônibus diariamente.
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A HP Mobilidade é ligada a um grupo empresarial de Goiás com mais de cinco décadas de atuação no transporte urbano. A empresa é controlada pela HP Investimentos e Participações S.A. (Sociedade Anônima), holding presidida por Edmundo de Carvalho Pinheiro, filho do empresário e ex-dirigente do Goiás Esporte Clube Hailé Pinheiro. O comando operacional também reúne executivos com experiência em gestão de frotas, tecnologia e implantação de ônibus de baixa emissão.
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Apesar da negociação, a nova empresa ainda não assumiu o sistema. O transporte continua sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande, iniciada em 16 de junho, e uma eventual transferência dependerá da análise e da autorização do município.
A prefeitura informou que cobrará um plano com prazos e investimentos concretos. Entre as exigências estão ônibus novos, veículos com ar-condicionado, renovação da frota, reformas nos terminais e melhoria na qualidade do atendimento. Até agora, não foram divulgados o valor da venda, o percentual adquirido, a forma de pagamento nem a data de uma possível mudança na administração. Também não há anúncio de alterações imediatas em linhas, horários ou tarifa.
A negociação ocorre em meio a uma crise prolongada no sistema. O processo que resultou na intervenção apontou milhares de autuações, descumprimento de horários, viagens não realizadas, ônibus antigos, veículos parados e falhas no cumprimento de obrigações contratuais. O Consórcio Guaicurus contesta as conclusões e atribui os problemas ao desequilíbrio financeiro da concessão.
Criado em 2012, o consórcio substituiu o modelo em que empresas como Viação São Francisco, Cidade Morena e Jaguar operavam separadamente na Capital. Antes disso, Campo Grande já havia passado por outras mudanças importantes, como a implantação do SIT (Sistema Integrado de Transporte), em 1991, que permitiu ao passageiro trocar de ônibus nos terminais pagando apenas uma passagem.
Agora, a cidade enfrenta outra possível transição. A experiência da compradora e as cobranças feitas pela prefeitura criam expectativa, mas a troca de proprietário, sozinha, não coloca ônibus novos nas ruas nem reduz o tempo de espera.
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