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Maioria defende restrições mais severas durante o feriadão na Capital

"Economia não melhora enquanto continuarem morrendo", diz um das leitoras que respondeu enquete do dia

Por Guilherme Correia | 02/06/2021 07:42
Vazio por conta de restrições, Avenida Afonso Pena com a Rua Padre João Crippa (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Vazio por conta de restrições, Avenida Afonso Pena com a Rua Padre João Crippa (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Maioria, 79%, dos leitores que responderam enquete se dizem favoráveis a novas restrições para reduzir casos de covid, desafogar leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e abaixar a curva de óbitos pelo coronavírus em Campo Grande.

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Vale ressaltar que gestores têm se baseado com frequência nesse índice para afrouxar as regras de distanciamento, o que pode fazer com que cada vez mais pessoas jovens se infectem e lotem os hospitais - mesmo que a vacinação esteja atingindo bons desempenhos, já que ela tem protegido, por enquanto, pessoas idosas com 70 anos ou mais.

Ainda que a leitora Talita Andrade escreva que "queremos vacina para todos", e só aí a pandemia deve vislumbrar um fim, tal qual países como Israel, que já tem liberado uma série de eventos, há quem reconheça que nesse "vai-e-vem" de medidas restritivas, não há outra solução como um lockdown, já que não há o quantitativo necessário de imunizantes.

"Seria difícil passar por outro lockdown? Seria. Mas é o que tem pra hoje. Se as pessoas fossem mais sábias e tivessem mais empatia pelo próximo, não teríamos chegado a esse ponto!", diz a leitora Yasmin Dorigon.

Ela diz o que tem sido repetido por autoridades e especialistas em saúde ao longo dos últimos meses de pandemia - distanciamento social e vacinas salvam vidas e também a economia. "Comerciantes precisam entender que quanto antes frearmos o vírus, mais cedo a vida volta ao normal. E o governo também precisa ajudar esses comerciantes para eles não falirem. Mas gente, a economia não vai melhorar enquanto as pessoas continuarem morrendo", finaliza.

Pandemia - Boletim epidemiológico publicado nesta terça-feira (1º) registrou mais de 1,9 mil infectados por e 52 óbitos em Mato Grosso do Sul, dos quais metade (26) tinham menos de 60 anos. Todas as macrorregiões de saúde estão com seus hosptais lotados - Campo Grande (107%),  inclusive, opera com pacientes acima da capacidade.

Em toda a pandemia, conforme dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), mais de 292,6 mil pessoas tiveram covid, das quais 6.867 foram mortas pela doença. Por ora, as recomendações para prevenção à covid são:

  • Uso de máscaras adequadas, como as PFF2 (que podem ser compradas em lojas de material de construção), ou até mesmo duas máscaras caseiras ou cirúrgicas sobrepostas.
  • Distanciamento social, o máximo que puder ser feito, e evitar espaços que não sejam ventilados adequadamente.
  • Higiene adequada das mãos, utilizando álcool em gel 70% ou água e sabão.
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