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Mesmo com golpes, maioria acredita que o Pix deve continuar como está

Recentemente, foi levantada a hipótese de restringir o valor máximo de transferências a R$ 500

Por Guilherme Correia | 17/09/2021 07:26
Tela de aplicativo de banco que permite transferência via Pix. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Tela de aplicativo de banco que permite transferência via Pix. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

A maioria dos leitores que responderam enquete (62%) acreditam que o Pix não deveria sofrer nenhuma alteração para coibir eventuais crimes e fraudes. Contudo, outros 38% acham que uma medida assim seria necessária.

Na quinta-feira (15), representantes do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) do estado de São Paulo se reuniram com integrantes do Banco Central para falar sobre o Pix, serviço instantâneo de transferência monetária, para pedir algumas limitações do serviço.

A principal sugestão feita foi de limitar os valores das movimentações a R$ 500 por mês, como uma medida de segurança, já que há muitas fraudes e golpes que têm levado o dinheiro de pessoas e gerado reclamações aos órgãos de defesa.

A proposta do Procon-SP é que a instituição apure qual o valor máximo utilizado pela maioria dos usuários da ferramenta e limite as movimentações a R$ 500 até que haja mecanismos de segurança suficientes”, diz o Procon-SP em nota enviada à imprensa.

Em entrevista ao veículo Valor Investe, o diretor-executivo do órgão paulista, Fernando Capez, reconheceu os benefícios do sistema, mas disse que "é preciso que a segurança do consumidor seja garantida".

Outra proposta seria a de fazer estorno de valores em transações realizadas para contas bancárias que tenham sido abertas nos últimos 30 dias.

Perigos do Pix - A ideia vem na esteira da ocorrência de golpes e sequestros-relâmpagos relacionados ao Pix desde que o sistema foi implementado, no final de 2020. Vale lembrar que o Banco Central ainda não se manifestou sobre as sugestões apresentadas, até o momento.

Aqui em Campo Grande, isso não é incomum. Recentemente, por exemplo, uma empresária perdeu R$ 53 mil em um golpe, onde os criminosos utilizaram o Pix.

Entre as recomendações para evitar ser vítima de crimes desse tipo, o Procon ressalta algumas medidas preventivas, tais como:

  • O consumidor deve ter cuidado redobrado para solicitações via Whatsapp;
  • é recomendável confirmar (por telefone ou pessoalmente) antes de fazer o pagamento. Também deve evitar clicar em links enviados por e-mails ou SMS;
  • para realizar transações via Pix deve-se usar o aplicativo ou o site oficial do banco. Como um dos meios de utilização do Pix é o aparelho celular, este deve ser mantido sempre bloqueado com senha ou biometria;
  • recomenda-se deslogar os aplicativos financeiros ao terminar de usar.
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