Você se culpa pelas metas que não cumpriu em anos anteriores?
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Os primeiros dias de janeiro chegam com promessas fresquinhas, listas cheias e aquela sensação coletiva de que agora vai. Mas e quem não conseguiu concluir as metas do ano anterior, como planejar novos objetivos sem culpa? Essa é a pergunta do dia que o Lado B faz aos leitores. Responda à questão no final desta matéria e deixe seu comentário nas nossas redes sociais.
RESUMO
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A psicóloga Giseli Oliveira aborda a importância de lidar com metas não alcançadas de forma saudável, explicando que nem sempre é necessário cumprir todos os objetivos estabelecidos. Segundo ela, as pessoas tendem a tratar metas como contratos morais, gerando culpa desnecessária quando não são atingidas. A especialista ressalta que objetivos mal definidos podem ativar ansiedade e procrastinação, pois o cérebro interpreta metas inalcançáveis como ameaças. Ela defende que a desistência pode ser positiva, especialmente quando os objetivos estão mais ligados ao ego do que às necessidades reais, ou quando há sinais de esgotamento.
Revisar o que ficou para trás com maturidade pode salvar seus novos planos em 2026. É o que a psicóloga Giseli Oliveira explica.
As pessoas aprenderam a tratar metas como contratos morais. Se não cumpriu, falhou. Se falhou, a responsabilidade é toda sua. Só que a vida raramente respeita cronogramas bonitos. Ela pontua.
"O problema é que o cérebro interpreta metas inalcançáveis como ameaça, não como desafio, e isso ativa a ansiedade, a evitação e a procrastinação. Por isso, as metas precisam ser bem definidas, para que não confundam o cérebro. Por exemplo, se você somente disser: ‘Quero mudar de vida’, você não saberá exatamente o que fazer e não terá a motivação necessária para nenhuma mudança", explica.
Para ela, nem sempre todas as metas precisam ser realizadas. Muitos podem até achar que não, mas ela conta que, às vezes, a desistência é saudável, "principalmente quando as metas estão mais relacionadas ao ego do que às necessidades, ou então, quando existem sinais claros de esgotamento".
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