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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

01/04/2017 18:36

Belmar Fidalgo em dia de Draft de futebol americano, a Grande Escolha

Paulo Nonato de Souza
O Draft Day do Operário Gravediggers reuniu 40 jogadores no Belmar Fidalgo neste sábado (Foto: Alcides Neto)O Draft Day do Operário Gravediggers reuniu 40 jogadores no Belmar Fidalgo neste sábado (Foto: Alcides Neto)

A Grande Escolha, como no filme com Kevin Costner, hoje foi dia de recrutamento de jogadores para o futebol americano na Praça de Esportes Belmar Fidalgo, em Campo Grande.

Diferente do filme, o Draft Day no Belmar não era para a NFL, a Liga Nacional de Futebol Americano, a CBF deles, mas para o Operário Gravediggers, uma parceria firmada este ano entre o clube de futebol mais popular de Campo Grande e o Gravediggers, a primeira equipe de futebol americano em Mato Grosso do Sul, fundada em 2008.

“É a nossa primeira seletiva, e hoje tivemos 40 jogadores inscritos. Nossa expectativa é selecionar entre 35 e 40 atletas para fazer parte das competições que teremos pela frente em 2017”, disse Rafael Vilharba, gerente de marketing do Operário Gravediggers.

A seletiva, na versão prática do inglês Draft, era exclusivamente masculina para qualquer tipo de físico, sem restrição se gordo ou magro, com idade a partir dos 16 anos. “Mas vamos organizar seletivas femininas também. Estamos começando com os homens, mas vamos ter o nosso time feminino”, garantiu Rafael Vilharba.

Segundo ele, nas seletivas a ideia é escolher tipos físicos adequados para as posições do futebol americano. “Por exemplo, os trombadores necessariamente tem que ser mais fortes, os jogadores com o papel de correr com a bola devem ser magros e ter agilidade, e assim por diante”, explicou.

Quem chegasse de surpresa ao Belmar Fidalgo logo perceberia as diferenças no ambiente, começando pelo formato das bolas arremessadas com as mãos e não chutadas com os pés, como no futebol que todo brasileiro conhece. E no lugar de samba ou pagode, o som era o hip-hop, gênero musical popular nas comunidades afro-americanas.

Marcos Braga, de 24 anos, alerta que no futebol americano não tem ai, ai, ai, a coisa é rústica (Foto: Alcides Neto)Marcos Braga, de 24 anos, alerta que no futebol americano não tem ai, ai, ai, a coisa é rústica (Foto: Alcides Neto)

“O hip-hop é motivador e bom de ouvir nos treinos. A gente ouve hip-hop até em dia de jogo, mas só no intervalo. Tem tudo a ver com futebol americano e faz a gente jogar com mais disposição”, disse Andrei Felipe da Silva.

De diferente mesmo, só o conteúdo de cada cultura. De resto, nada do que se viu no Belmar Fidalgo era mera coincidência. Até a programação da seletiva em abril tem a ver com o que fazem os americanos. Lá, o recrutamento de jogadores para a NFL é uma das mais importantes datas para os fãs desse esporte, e sempre no mês de abril com transmissão ao vivo para todo o país.

Todo paramentado, Marcos Braga, de 24 anos, joga de defensive tackle, posição do jogador que atua no meio da linha defensiva com a missão de pressionar a linha de ataque adversaria e impedir e tentativas do quarterback, uma espécie de meia-armador, o camisa 10 se fosse no nosso futebol. Fisicamente forte, ele faz o estilo trombador.

“O futebol americano é o esporte mais adequado para o meu porte físico, principalmente na posição que eu gosto de jogar. Diferente do futebol que todo brasileiro conhece desde que nasce, no futebol americano não tem ai, ai, ai. É mais rústico, é força mesmo”, comentou Marcos Braga.

Apesar do crescimento do número de praticantes em Campo Grande e em várias outras regiões do Brasil, com equipes consideradas fortes e respeitadas, como o Arsenal, de Cuiabá (MT), o Flamengo, Corinthians, Palmeiras e T-Rex, de Santa Catarina, o futebol americano não é um esporte barato para os padrões brasileiros.

Só o capacete, equipamento essencial, custa entre R$ 500 e R$ 1 mil aqui no Brasil, e o shoulder pads (ombreira) não sai por menos de R$ 500 a R$ 1 mil.

“Mas vale a pena. Posso dizer que é meu esporte favorito. Como todo brasileiro eu gosto de futebol, sou corintiano, mas para praticar é o futebol americano e sonho fazer carreira. Estou com dores no joelho direito e hoje estou aqui só para olhar, infelizmente, mas quando recuperar quero fazer parte desse projeto”, afirmou Carlos Henrique Neves, de 21 anos, estudante de educação física.

DESAFIOS EM 2017 - O Operário Gravediggers irá disputar o Campeonato Brasileiro. A competição ainda não tem tabela nem data para começar, e porque enquanto a informação é de que será disputada no segundo semestre. Como preparação estão previstos dois amistosos contra equipes de Dourados.

O clima de futebol americano, embalado pelo som de hip-hop, tomou conta do Belmar Fidalgo neste sábado (Foto: Alcides Neto)O clima de futebol americano, embalado pelo som de hip-hop, tomou conta do Belmar Fidalgo neste sábado (Foto: Alcides Neto)
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