MS vira canteiro de obras do saneamento e avança para antecipar meta nacional
Estado amplia rede de esgoto, reforça segurança hídrica e já supera 75% de cobertura sanitária
Mato Grosso do Sul começou 2026 com máquinas em operação, valas abertas e quilômetros de tubulações sendo instalados em diferentes regiões. O saneamento básico, muitas vezes invisível aos olhos da população, virou uma das maiores frentes de investimento público em andamento no Estado, com obras simultâneas em 49 municípios.
RESUMO
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O Mato Grosso do Sul inicia 2026 com obras de saneamento básico em 49 municípios, incluindo 36 intervenções para ampliação do sistema de esgotamento sanitário e 13 frentes dedicadas ao abastecimento de água tratada. O estado já alcançou a universalização do abastecimento de água nas 68 cidades atendidas pela Sanesul. A cobertura de esgoto atinge 75,15% do território, com obras em andamento através de parcerias público-privadas e execução direta da Sanesul. O estado busca antecipar as metas do marco legal do saneamento, previstas para 2033, investindo em infraestrutura que impacta diretamente a saúde pública e o desenvolvimento regional.
Ao todo, são 36 intervenções voltadas à ampliação do sistema de esgotamento sanitário e outras 13 frentes dedicadas ao abastecimento de água tratada — um movimento que reforça o saneamento como política estratégica não apenas de infraestrutura, mas também de saúde pública e desenvolvimento regional.
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O cenário atual já demonstra avanço expressivo: o abastecimento de água está universalizado nas 68 cidades atendidas pela Sanesul, enquanto a cobertura de esgoto alcança 75,15%. A meta agora é mais ambiciosa — antecipar o prazo estabelecido pelo novo marco legal do saneamento, previsto nacionalmente para 2033.
Expansão do esgoto acelera
O maior volume de obras está concentrado na ampliação da rede de esgotamento sanitário. São 36 municípios com contratos em execução, divididos entre intervenções diretas da Sanesul e projetos realizados por meio da parceria público-privada com a Ambiental MS Pantanal.
Pela PPP, 26 cidades recebem investimentos, incluindo Amambai, Caarapó, Camapuã, Coxim, Maracaju, Miranda, Nova Andradina, Rio Brilhante, Sidrolândia e Sonora. Paralelamente, a execução direta da companhia mantém 21 contratos distribuídos em 17 municípios, como Dourados, Três Lagoas, Paranaíba, Mundo Novo e Nioaque.
O ritmo segue impulsionado pelos resultados recentes: somente em 2025, foram concluídos 24 contratos de esgotamento sanitário em 16 cidades, ampliando gradualmente a cobertura e aproximando o Estado da universalização.
Segundo o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, o impacto vai além da engenharia. “Cada obra entregue representa mais saúde, preservação ambiental e qualidade de vida para a população”, afirma.
Água universalizada, investimentos contínuos
Mesmo com o abastecimento já universalizado nas cidades atendidas, os investimentos continuam. Em 2026, estão em execução 17 contratos relacionados ao sistema de água em 13 municípios, entre eles Dourados, Ponta Porã, Chapadão do Sul, Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Terenos.
As intervenções incluem ampliação de redes, modernização de estações de tratamento, construção de reservatórios e perfuração de novos poços — medidas consideradas estratégicas diante do crescimento urbano e dos períodos cada vez mais frequentes de estiagem.
“Universalizar não significa parar de investir. É preciso modernizar sistemas e garantir segurança hídrica e qualidade no atendimento”, destaca o dirigente.
Impacto além das obras
Embora enterradas sob ruas e avenidas, as redes de água e esgoto produzem efeitos visíveis. A expansão do saneamento reduz doenças de veiculação hídrica, melhora indicadores de saúde e protege rios e córregos ao evitar o lançamento de resíduos sem tratamento.
Há também reflexos econômicos. As obras movimentam fornecedores locais, geram empregos e impulsionam cadeias produtivas em diferentes regiões do Estado.
Com água universalizada e mais de 75% de cobertura de esgoto, Mato Grosso do Sul se posiciona entre os estados brasileiros que caminham para atingir a universalização antes do prazo nacional — transformando o saneamento em uma das bases silenciosas do desenvolvimento.
“Investir em água e esgoto é investir em dignidade, desenvolvimento e futuro”, resume Renato Marcílio.


